Folhas de espinafre

Folhas de espinafre

Que para o Popeye o espinafre era fonte de energia extra, isto todos os que gostam de velhos desenhos animados já sabiam. Mas que a proteina fotosintética (PS1) desta planta e de outras fontes poderia ser usada para a produção de células soláres biohíbridas, isto já é novidade.

Cientístas da Universidade de Vanderbilt (EUA) obtiveram com sanduiches de silicio cobertos de PS1 do espinafre resultados duas vezes e meia superiores à estudos anteriores com celulas solares biohibridas. A esperança é que com o tempo poderemos ter células solares muito mais eficientes.

Mas qual o motivo desta notícia ter tido tanta repercussão? Pesquisas em busca de células solares biohibridas estão em curso, e o tema é árido o bastante para passar longe das primeiras páginas dos jornais (por isso parecem novidade para nós). Além disso, aumentar 2.5x os resultados é muito, mas o que se obteve em termos de energia ainda é muito pouco. E apesar de querermos dar o crédito aqui ao conhecimento milenar do marinheiro, na realidade o truque está do outro lado da equação. Para melhorar o desempenho os pesquisadores modificaram as prorpiedades eletricas do silício para que ele funcionasse melhor com a proteína em questão.

Mais uma vez ficamos diante do dado fora da equação que faz a notícia ser notícia. Não tenho dúvida de que o fator Popeye fez toda a diferença na repercusão da matéria. Será que os pesquisadores já estão mudando seus modelos experimentais para ter melhores resultados de mídia?

ResearchBlogging.orgGabriel LeBlanc, Gongping Chen, Evan A. Gizzie, G. Kane Jennings, & David E. Cliffel (2012). Enhanced Photocurrents of Photosystem I Films on p-Doped Silicon Advanced Materials DOI: 10.1002/adma.201202794