Internet e Web, duas palavras que são muitas vezes usadas como sinônimos. Quantas vezes eu já ouvi uma coisa pela outra, ou mesmo falei uma querendo dizer a outra. Nada mais natural de acontecer no cotidiano, visto que a Web se tornou a interface para a Internet que usamos. Não temos mais leitores de e-mail, temos Webmail. Não temos mais IRC, temos Chat na Web. Um sem número de aplicações rodam nos nossos navegadores e até mesmo este site é todo editado pela Web. Com a Web 2.0 (esta vale um post em separado, só para desmistificar) esta é a plataforma de desenvolvimento do momento, ou não? Claro que os celulares (leia-se iOS & Android, entre outros sistemas operacionais) ameaçam esta ideia de desenvolvimento para Web enquanto plataforma, mas no geral, para o cidadão comum, a Web é a Internet.

Só que para quem tem ela, a Internet, como objeto, fonte e campo de estudo, esta diferença faz diferença. É o que separa Webometria de Cibermetria, que define que a primeira é um sub-conjunto da outra. Que define se estamos com o foco na estrutura física, enlace, rede, transporte ou aplicação. Dentro desta sequência de camadas, a Web está apenas na última, rodando dentro do protocolo de comunicação HTTP. Seus conteúdos abrigados em servidores espalhados pelo mundo formam uma rede interligada de dados a partir de “links” que neste caso estão conectando informações sem ter qualquer respeito às camadas superiores.

Mas para além do que já foi dito temos o trafego de dados e armazenamento de informações que são um conjunto muito maior do que a Web em si. Se a Web é o que vemos ou entendemos por Internet como pessoas deste mundo, ela é apenas um pequeno sub-conjunto do todo. Cresce, todos os dias, mas apenas faz parte da Internet, está na Internet, mas não é a rede e sim a rede dentro da rede.

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