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Mês: outubro 2012

Por que eu descurti o “I fucking love science”

I fucking love science - página no facebook

I fucking love science – página no facebook

Dia normal de Facebook, muitos “post” interessantes, muitas piadinhas. E depois de tantos “curtir” em temas de ciência, vejo que a recorrência de uma página justificava tê-la como fonte. Afinal, por que esperar para receber de um colega se podia curtir diretamente a origem? Página curtida e passo a receber os “post” com fotos e textos de um humor “nerd” e com tiro certo para alegrar qualquer cientista.

Tudo seria lindo, teria eu descoberto um manancial inesgotável de risos com piadas que somente meus pares entenderiam, mas rolando as páginas me deparo com os seguintes dizeres:

“Homeopathy, creationism, astrology etc etc are all bullshit. If any of this ‘offends’ you, please feel free to unlike this page. There’s really no need to post/comment tell us all about how offended you are, and how you’re unliking the page.I will just laugh, and might make a collage out of the wall posts to laugh at when I’m feeling down. Of course, you’re also free to hang around and try and learn something.”
[Homeopatia, criacionismo, astrologia etc etc são um monte de besteira. Se qualquer uma dessas afirmações ‘ofende’ você, sinta-se livre para descurtir esta página. Não há realmente nenhuma necessidade de postar um comentário ou nos contar tudo sobre como você esta ofendido, e como você está descurtindo esta página. Eu só vou rir, e poderei fazer uma colagem a partir dos posts para rir quando estiver me sentindo deprimido. Claro, você também está livre para ficar por ai e tentar aprender alguma coisa.]

Lamentei profundamente a posição dos autores da página. Não porque eu acredite em astrologia, criacionismo ou homeopatia, mas simplesmente pela forma arrogante de tratar a questão. Todos têm direito de acreditar no que bem entendem, e se eles curtiam esta página e estavam envolvidos pelos temas de ciência, porque afastá-los por conta de alguma crença que tenham? Por mais estúpido que possa parecer para um cético que os planetas tenham alguma influência em nos, que o mundo tenha sido criado em um tempo que contradiz os registros fósseis, ou que diluições infinitas levem a um remédio com nada dentro ter algum efeito sobre uma doença, estas ideias e visões são aceitas por muitos.

A intolerância ao que o outro acredita e pensa é o primeiro passo para o conflito desnecessário. Ao fazer uma crítica tão contundente, não explicada ou defendida, e deixando a porta da rua aberta aos descontentes, elevou-se a voz sem melhorar os argumentos. Se o objetivo era que saíssem os incomodados por serem crédulos, perderam-me pela falta de respeito ao pensamento do outro. Lamento, só lamento, que a ciência com humor não tenha conseguido lentamente conquistar a todos e servir de lição para como lidar com as diferenças.

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Um dia de depressão no Zoológico

encontre o macaco nesta foto

Dia de domingo de Sol, tudo bonito e uma criança para entreter. E a família faz planos, pensa no que será uma grande opção de programa, uma oportunidade de estar junto e poder curtir um passeio com direito a muita conversa depois sobre tudo o que se viu. Seria uma maravilha, um momento para não se esquecer (e de fato não esquecerei), mas desde o desembarque na Quinta da Boa Vista as coisas mudaram.

Mudaram em diversos sentidos. Mudaram porque de alguma forma as coisas chegaram para mim a um ponto em que retornar seria impossível. Não digo no sentido de voltar para casa, mas no de ser como antes, como um dia já foi para mim. Retornar a este lugar que tantas vezes voltei e que a cada ida ia tomando consciência de algo que sempre esteve estampado na minha frente. Não sei também dizer se a ida ao Zoológico de Gramado fez a diferença, ou se para mim a estrutura de lá seja suficiente para me convencer de que nem tudo é tão ruim assim como eu vi, entendi ou vivi. Sei que foi um dia de Sol em que meu espírito ficou nublado.

Andar pelas áleas do Zoológico do Rio de Janeiro e ver o estado deplorável de sua estrutura já seria o bastante para deixar qualquer um infeliz com o que o “estado” considera como aceitável oferecer para a população. Pior ainda era ver os animais nas mesmas condições de espaço exíguo e de pouca atenção que pareciam gozar. Nada que tenha mudado muito com o tempo, apenas uma piora a cada ano, lenta, mas porque não dizer possivelmente letal para a alma. Ou talvez o ambiente não tenha mudado tanto assim, talvez eu tenha mudado. Mudado talvez por não admitir mais “ver o circo” e achar que o “palhaço” sorri por sua cara pintada, mesmo se a lagrima lhe escorre do rosto.

E daí, diante de cada olhar dos cativeiros, de cada face entediada, dos passeios confinados, da angustia de ver nossos irmãos presos por um crime que lhes é imputado (o de ser selvagem ou ter nascido de ventre de cativeiro), me questionei como parte deste ciclo mantenedor do “show room animal”. Senti-me ali dividido como pai que queria mostrar de perto os animais que habitam os sonhos de criança de minha filha expressos na realidade depressiva e repreensível para qualquer um que tenha dó no coração. E diante disso, me perguntei: como fazer para conciliar o aprendizado do amor pela diversidade dos bichos da natureza e a condição mínima de conforto e dignidade para o detento exposto a cada dia.

Sei que a dó, o sentimento de humildade diante dos seres vivos que usamos e abusamos para tudo o que fazemos, desde a construção de nosso progresso enquanto civilização humana, até os experimentos necessários aos estudos de curas para as doenças, nos perpassa como cientistas e que temos que lidar com isto. Ví ao longo de minha faculdade colegas que verdadeiramente sentiam profundo pesar por ter que optar por modelos animais para seus estudos e que o faziam, e certamente até os dias de hoje o fazem, com critério, cuidado e ética.

Mas a dúvida aqui, num Zoológico como o de nossa cidade, é saber por que não podemos ter algo melhor, minimamente digno e que busque muito mais ser um espaço de aprendizado e de busca por um dialogo com as ideias de conservação e menos um “depósito de figurinhas”, onde para completar o álbum certamente precisamos de certos bichos encontrados em todos os lugares do mundo. Não tenho respostas para o que fazer deste lugar, só sei que minha ideia de passeio virou um pesadelo interno e que me prometi, pelo menos a este, nunca mais voltar.

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Quanto pode durar o seu pneu novo? Consulte o “treadwear”!

Lateral de um pneu com treadware em destaque.

Lateral de um pneu com treadware em destaque.

Então chegou o dia de levar seu carro para colocar “sapatinhos novos”. Pode ser que você seja uma pessoa precavida e viu que os antigos já não estavam mais em condições, ou quem sabe na vistoria anual o seu carro não foi aprovado. Seja lá qual for o motivo, e aqui espero que não seja a calvície completa dos mesmos, é hora de tomar contato com alguns números mágicos que certamente farão a diferença no seu bolso e/ou no tempo em que terás que novamente colocar a mão nele.

Todo o pneu vem com um festival de códigos crípticos para um não entendedor. Muitos são conhecidos dos técnicos das lojas que vendem pneus, os mais básicos, pois definem se o mesmo é ou não para o seu carro. No entanto, um número específico é pouco conhecido aqui no Brasil e traz em si uma importante informação. Para começar, vamos explorar os mais básicos, aqueles que no manual do seu carro, ou mesmo olhando o seu pneu atual não devem mudar.

O código em geral vem algo como por exemplo, 205/55R16 91V. O primeiro número é a largura nominal do pneu (205 milímetros), depois vem a relação entre a largura e a altura (55%), o R para indicar que o pneu é radial e por fim o aro (diâmetro interno) do pneu em polegadas (16 polegadas). O número seguinte informa a carga (peso) suportada e a velocidade máxima (V) em código (convertido por uma tabela: 615Kg e 240 km/h). Estes dados não devem mudar e podes apenas aceitar um pneu que suporte mais carga e velocidade superior à especificada sem consequências significativas.

Mas é então que surge o número mágico, o que lhe dá a resposta mais importante para o seu bolso e que lhe permite comparar diferentes pneus oferecidos em relação ao preço proposto. Quanto se espera que este pneu dure? Para responder a esta pergunta foi criado o treadwear. Basicamente o que este número indica é o quanto o pneu que estas comprando dura em relação a um padrão estabelecido cujo valor é 100. Se um pneu tem treadwear 200 ele dura em tese duas vezes mais que o padrão de comparação. Assim, para pneus com especificação idêntica e preços iguais, vale mais a pena comprar o de treadwear maior. Obviamente isto não da conta de tudo, mas pode ser um dado central na hora de fazer sua escolha.

Outro dia vivenciei esta situação. Estava selecionando o modelo a ser usado no meu carro que já estava com os seus desgastados e me deparei com duas opções de boas marcas sendo que uma delas além de ser mais barata tinha treadwear mais alto. Não tive dúvida, optei pelo mais em conta e que duraria mais. Mas talvez, se não soubesse disto, tivesse escolhido o outro, pois era da mesma marca que meu carro já usava, apenas por conservadorismo. Saí feliz e satisfeito, pois graças a esta informação pouco divulgada pude optar por uma possível economia futura ao adiar a futura troca por conta da maior durabilidade.

Mas atentem que nem tudo é simples assim. Segundo a regulamentação internacional, uma empresa de pneus recebe a certificação de treadwear para o pneu testado, mas pode colocar um valor abaixo do certificado recebido (acima não!). Por mais que isto não faça sentido, o objetivo é deixar que as empresas usem desta liberdade para criar mercado para diferentes produtos que dispõem. Assim, não leve a ferro e fogo o valor do treadwear, mas considere que ele é uma referência mínima da durabilidade do seu pneu. E antes que eu me esqueça, o treadwear pode ser encontrado na lateral do seu pneu. Boas compras e não deixe seu pneu chegar à calvície, troque antes!

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Plurais metafônicos – quando um plural tem um timbre nada singular

Como se pronuncia o plural de tijolo?

Como se pronuncia o plural de tijolo?

Sabe aquela palavra que você conhece direitinho como se pronuncia? Aquela que com toda a sua forma “singular” nunca lhe causou desconforto diante dos outros ao usá-la? Bem, se não for uma, mas duas ou mais da mesma, seu plural pode lhe pregar uma peça! De um som fechado, tenor, circunflexo, pode sair um plural aberto, soprano, agudo e surpreendente. Mas não são todos os substantivos que têm esta essência de mudança que quando vão ao dobro ou mais além se expressam num alegre florescer. 🙂

Curiosamente isto só ocorre com os certos substantivos masculinos, e nem todos se mantiveram com o tempo. Dizem que no Brasil a metafonia não faz muito sucesso e que a nossa tendência é manter o mesmo timbre para o plural. Erro comum de pronúncia – eu mesmo fui corrigido outro dia – é daquelas coisas que ou aprendemos e temos na cabeça ou… oops, erramos. Mas apesar de parecer algo a ser decorado, palavra a palavra, algumas regrinhas podem salvar você (se lembrar das regras, claro!). Particularmente penso que é mais fácil guardar as palavras que mais usamos e deixar as regras para a hora do sufoco, com uma natural correção a seguir, se erramos, o que de fato ninguém está livre. Seguem as regras, não tão simples, e é claro, com suas exceções. E daqui em diante, atentem que os acentos com as letras em maiúsculas são apenas para referência da pronúncia, ok?

O timbre é sempre fechado para os casos onde existe uma consoante nasal (n ou m)

colÔno => colÔnos

pÔmo => pÔmos

mÔço => mÔços

Quando há feminino para o substantivo, o plural do masculino terá o timbre do singular feminino (mulheres, nem sempre vocês perdem no português!)*

Ôco – Ôca => Ôcos

nÔvo – nÓva => nÓvos

pÔrco – pÓrca => pÓrcos

Uma exceção é no caso de sÔgro que apesar do feminino sÓgra tem o plural seguindo o patriarca, dai… sÔgros. 🙁

* ok, o caso do “sogro” demonstra que realmente o português não é justo com vocês!

Se tudo mais falhar, mas ainda estivermos com um substantivo masculino, a tendência é que o timbre seja aberto no plural, mas tens que consultar uma lista para saber. Uma dica é que se ele termina em “porto” ou “oso” certamente é metafônico.

pÔrto => pÓrtos

Ôsso => Óssos

despÔrto => despÓrtos

fÔgo => fÓgos

Ôlho => Ólhos

fÔrno => fÓrnos

Já para os substantivos femininos é fácil, não há metafonia, e ponto final.

bÔlha => bÔlhas

fÔlha =>; fÔlhas

mÓda => mÓdas

Mas ainda temos que ter algum cuidado com isto. Diferenças existem no português falado pelo mundo e a metafonia no plural tem suas peculiaridades regionais. Em todo caso, segue um vídeo ilustrativo para aprender um pouco mais da língua portuguesa. 😉

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Ranking Web of Universities: mas afinal o que é isso?

De tempos em tempos, normalmente a cada seis meses ;-), vejo notícias nos jornais falando: “Universidade do Estado está em 10 lugar no Ranking Web of Universities” ou “Instituto de Pesquisa é o quinto em pesquisa no Brasil segundo o Ranking Web of Research Centers“. Mas afinal, o que isto significa? O que mais este “ranking” faz e quais as premissas que estão por trás das posições que universidades, centros de pesquisas, hospitais, entre outros, ocupam.

A história desta iniciativa é antiga em termos de tempo Web. Começou em 2004 pelo Cybermetrics Lab, um grupo de pesquisa do Consejo Superior de Investigaciones Científicas (CSIC) da Espanha. No início ele listava apenas as 100 universidades topo e era anual. Com o tempo o total foi sendo ampliado (hoje são 5.000 universidades) e a frequência passou a ser de seis em seis meses (2006 em diante) e também outras categorias foram incluídas: repositórios, hospitais, centros de pesquisa, business schools. A proposta sempre teve como inspiração o conceito do Índice de Xangai (Academic Ranking of World Universities – ARWU), com uma fórmula em que diferentes rankings são consolidados, cada um com um peso diferente.

Ser o melhor neste ranking não significa que esta instituição ou universidade é melhor do ponto de vista acadêmico que outra, apesar dos resultados acadêmicos em termos de artigos publicados ser um de seus componentes, mas sim que diante de alguns critérios acessíveis via Web esta instituição dá visibilidade e obtém bons resultados de indexação levando à um bom resultado Web de um ponto de vista amplo.

No entanto, algumas questões são delicadas. Quando do anúncio do lançamento do último ranking para universidades o coordenador do grupo de pesquisa, Dr. Isidro Aguillo, recebeu questionamentos sobre o fato de universidades francesas não figurarem entre os 100 primeiros colocados. Segundo Aguillo, isto se deveu ao fato de seus repositórios institucionais não estarem dentro do domínio da universidade (ex: repositorio.univfrancesa1.fr) e sim fazendo parte de um grande repositório francês (univfrancesa1.archives-ouvertes.fr). Regras do ranking, ponto final. O fato gerou um debate, nem sempre cordial, no qual ficou claro que a política da França estava levando a um desempenho inferior ao que seria esperado dada a excelência das universidades do país.

Se de um lado temos o objetivo político desta iniciativa que é de incentivar a publicização dos resultados de pesquisa, bem como apoiar as iniciativas de acesso aberto, do outro temos uma inflexibilidade diante de políticas nacionais. Dada à situação, e levando em conta o caso brasileiro com o portal de domínio público, não pude deixar de informar que tínhamos situação similar no Brasil, mas sem o impedimento das universidades terem seu próprio banco de teses em paralelo. No caso brasileiro, não teríamos um impacto negativo, apenas uma possibilidade de problemas à frente caso se decrete uma política centralizadora como a francesa. Para termos uma ideia disso, o resultado positivo que vem sendo visto para as universidades brasileiras (USP está em 15º lugar sendo a primeira universidade não norte-americana no ranking, na frente de Cambridge, 20º, e Oxford, 25º) está diretamente ligado ao ranking de Acesso Aberto que conta o número de arquivos encontrados no Google Scholar disponibilizados nos últimos cinco anos.

Mas voltemos para a descrição do ranking. Ele é composto de quatro rankings que são consolidados e têm pesos diferentes. Ao longo do tempo, alguns ajustes foram efetuados e ferramentas para obtenção destes dados também mudaram, mas hoje temos:

Ranking de Presença na Web: Representando 20% do resultado final, este ranking ordena os sites estudados pelo número de páginas de todo tipo disponibilizadas online. Para um bom resultado é fundamental ter um domínio único central

Ranking de Impacto: Representando 50% do resultado final, ordenam-se os sites pelo número de links externos recebidos. Além disso, é feita uma análise, que influencia na colocação, quanto à diversidade de origens dos links recebidos.

Ranking de Acesso Aberto: Representando 15% do resultado final, são ordenados os sites pelo número de referências no Google Scholar à documentos em PDF, DOC, DOCX e PPT disponíveis online nos últimos cinco anos.

Ranking de Excelência: Representando os últimos 15% do resultado final, busca-se neste caso ordenar as instituições (universidades e futuramente centros de pesquisa, hospitais etc.) pelo número de artigos publicados que se situam entre os 10% mais citados no mundo.

Todo o ranking está sujeito a criticas e elucubrações. No caso deste temos a questão das justificativas para os pesos arbitrados e o último critério que foge do contexto da Web. Durante o ISSI 2009, tive a oportunidade de conversar rapidamente como o Dr. Isidro Aguillo e ele apontou também para a necessidade de constante vigília quanto a possíveis ações com o intuito de manipular os resultados finais obtidos. Instituições poderiam incluir repositórios de arquivos a mais apenas para obter melhorias no ranking de acesso aberto, no entanto, sem isto refletir uma política de disponibilização de matérias de qualidade.

Mas o principal é não tomar o Ranking Web of Universities como uma medida absoluta do sucesso institucional, principalmente do ponto de vista acadêmico. Não é a isto que este se presta. Seu foco e importância estão nos reflexos que ele causa do ponto de vista de sites institucionais cada dia mais bem produzidos e com maior volume de conteúdos de qualidade com acesso aberto.

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