Já faz algum tempo que não escrevo, e isto se deve em grande parte a falta total de tempo. Dizia um amigo meu (Mauro Rebello) que quem tem Blog deve escrever sempre, não há desculpa para o silêncio das teclas. Eu ainda estou tateando nisso, admirado com os meus amigos que conseguem estar sempre postando um novo texto. Hoje, motivado por um texto que li a partir de uma indicação no Facebook, resolvi apenas fazer um convite à leitura dele e colocar aqui um ou outro pensamento à respeito.

Trata-se de uma reflexão muito interessante sobre a ciência e a produção de artigos segmentados a partir de uma mesma descoberta. Foi publicado no O Estado de São Paulo por Fernando Reinach com o título de Darwin e a prática da ‘Salami Science’. A reflexão é ótima diante do mau uso que temos das métricas tradicionais de avaliação do impacto dos artigos científicos (e das revistas nas quais são publicados) por intermédio da análise de citações. Somos seres adaptáveis e rapidamente se a regra do jogo para termos o próximo financiamento é produzir muitos artigos, “so mote it be!”. Mas o que preocupa a todos nós que trabalhamos com cientometria é que o uso que se fez de suas métricas passou a gerar um ruído no que se media. As motivações das citações agora são outras, ou pelo menos incluem outras razões.

Em meio a tudo isso, o movimento altmétrico apresenta um conjunto de métricas alternativas mais próximas da Web 2.0 e, por conseguinte, de uma Ciência 2.0. Mas se estas métricas podem revelar ou mesmo prever impactos futuros ou tendências nos campos de pesquisa, são apenas truques novos a serem aprendidos do momento em que estas forem usadas para definir os resultados de editais ou avaliar um pesquisador. Lamentavelmente estaremos sempre tentando prestar mais e mais atenção enquanto o ruído só aumenta com o tempo.

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