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Mês: Abril 2017

Zero cópula. Não, não é sobre virgindade!

O amor é um verbo

O amor é um verbo

Ok, com este título certamente já ficou claro que o sentido de copula aqui é outro. É o de ligação. E quem mais para fazer a ligação do que o verbo, afinal no princípio era ele, não? Zero copula é o termo para um fenômeno que ocorre em alguns idiomas, de forma mais o menos intensa, no qual temos sujeito e predicado “unidos” sem o verbo. A intensidade vai desde a inexistência do verbo em si, até o seu uso opcional ou omissão apenas em casos de conversação mais informal.

O caso que citei em outro post (ser ou não ser, eis a questão em russo) ilustra esta situação, onde o verbo “byt” é normalmente omitido no presente, mas é usado regularmente em outros tempos verbais, bem como quando se fala um “pode ser/talvez” (mojet byt). Mas outros idiomas também compartilham este curioso fenômeno. O Ucraniano e o Bielo-Russo são próximos, não contam, mas temos também o Turco, Húngaro, Hebraico, Árabe e a língua de sinais americana (American Sigh Language). Já em outros idiomas isto pode ocorrer de forma muito pontual.

O interessante aqui é que aquilo que por vezes nos pareceria uma forma mais dura, sintética de falar, na realidade é em muitos casos apenas uma característica do idioma e um reflexo de sua evolução ao longo do tempo. Cabe a nós nos surpreender, mas ao mesmo tempo respeitar isto. Se no árabe você diz “Mohamed médico” para colocar que ele tem esta profissão, pode parecer algo como um filme dublado de faroeste onde os índios falam sem verbo, mas é assim que literalmente é dito neste idioma.

Apenas para reforçar (e mostrar que a dublagem não era tão ruim assim), certos idiomas de índios norte-americanos também apresentam situação similar ao da Zero Copula. Na verdade a Zero Copula propriamente dita ocorre com alguns idiomas de índios sul-americanos, sendo que no caso acima temos uma conjugação por afixo dos substantivos ou adjetivos, algo que também ocorre no coreano. Mas isto já é outro assunto e vai muito além do que andei lendo e pesquisando.

Para ver rapidamente com isto ocorre no russo leia “ser ou não ser, eis a questão em russo

Um pouco sobre Altmetria, Ciência Aberta e desafios para os cientistas hoje em dia

Hoje foi dia de falar a convite de Sarita Albagli. Uma participação no Mini Curso Diálogos de Pesquisa: Comunicação Científica e Publicação Aberta. Coloquei o marcador a partir da minha fala para facilitar (se não funcionar, começo a partir de 01h30 do vídeo), mas recomendo, aos que tiverem fôlego, que assistam o vídeo completo onde há falas de Simone Weitzel e também de Andre Appel.

Há um vídeo também de continuidade deste debate com a Iara Vidal.

Obs1: As opiniões expressas nesse vídeo são minhas e não representam a posição das instituições as quais eu sou afiliado.

Obs2: Algumas questões foram colocadas de forma um pouco mais exacerbada no intuito de gerar reflexões.

Sobre sua guarida

Em nossos portos, por vezes, as cordas são fracas
E, mesmo assim, é com elas que se amarraram os navios
Conta-se nesses momentos com a brandura dos ventos
Daqueles que balançam as velas, mas não apagam pavios

E quando a tempestade se inflama, e o mar se irrita
A cada vaga que sobe, em meio a tripulação que grita
Entreolham-se às amarras, suplicando soltura e saída
Porque é melhor sair navegando, do que naufragar na guarida

Afinal, Popeye sabia de tudo neste caso?

Outro dia eu estava falando sobre midiatização de ciência e o caso do artigo de biocélulas fotoelétricas (ver: Popeye sabia de tudo!). Neste artigo, usaram espinafre como fonte da parte biológica do experimento no lugar de outros modelos clássicos. O resultado foi notícias do tipo “Popeye estava certo! Espinafre turbina biocélulas fotoelétricas!”. Lendo o “paper” vê-se que o uso do espinafre não teve qualquer influência nos resultados da pesquisa.

Aqui temos um exemplo diferente. Usaram as folhas de espinafre para aproveitar ela como “forma” e criar um tecido que se assemelha a vasos para irrigação sanguínea. Ok, talvez outras folhas pudessem ser usadas. Eu talvez apostasse na bertalha 🙂 , mas a escolha neste caso parece ter sido um “fair use”. Quem pode ter certeza?

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