Depois de duas semanas mais que intensas, estava eu trabalhando em casa. A rotina, as responsabilidades, as respostas que somos cobrados. Algumas noites só com quatro a cinco horas de sono. Pouco repousante, claro, porém era o possível, e o café fazia parecer que dava.

Tinha aqui mais um prazo se acabando, e algo mais para dar conta. Parei por um momento. No relógio, 10h30 da manhã. Tinha acordado 05h30 e já estava por três horas tentando fechar, ou adiantar, mais uma tarefa.

Mas eis que meu corpo, minha mente, tudo em mim, pedia por uma pausa. Preparei um chá, daqueles mais relaxantes, e tomei pausadamente sentado na sala olhando o horizonte. Então voltei para meu quarto e calmamente me deitei na cama.

Foi um sono de algo como uma hora apenas, onde o tempo parou, e giraram no ar os pratinhos do malabarista chinês que por vezes sou. Sem impulso, só por inércia. Tremulando, querendo perder sustentação. Porém, descansei. Não cairão, e se for para cair, que seja o excesso que não sou capaz de cumprir.

Nesta hora sonhei profundamente com campos. Não os de pesquisa, mas aqueles nos quais corremos na infância que tivemos. Sonhei com amores, com abraços, com o amarrar dos cadarços antes da brincadeira da tarde.

Dormi com a verdade que o tempo, neste momento, parou. Ao menos para mim.

Bom dia!
Que a roda viva
não é ciranda
e mais uma vez se inicia.

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