webometria, cibermetria, altmetria...

estudos métricos da informação e muito mais

Categoria: altmetria

Altmetrics ou Altmetric?

Rápido post para lembrar que Altmetria é Altmetrics. O manifesto está em www.altmetrics.org. Altmetric é uma empresa comercial que faz agregação de dados altmétricos e produz um score chamado Altmetric Attention Score. Seu site fica em  www.altmetric.com.

O interessante infográfico feito pela Animate Science [http://www.animate-science.com] confunde ou propositadamente trata com destaque a Altmetric, a empresa, como se fosse Altmetrics, as métricas alternativas definidas no manifesto altmétrico.

Independentemente disso, e mantendo em mente esta informação, a animação vale a pena ser vista.

Altmetric: what it is and why it matters

Altmetric: what it is and why it matters

http://www.animate-science.com/single-post/Altmetric-what-it-is-and-why-it-matters-INFOGRAPHIC

 

Compartilhar, Enviar, Imprimir?Share on FacebookTweet about this on TwitterShare on Google+Share on LinkedInShare on RedditEmail this to someonePrint this page

Palestra – Ciência 2.0: o cientista, a comunicação científica e as mídias sociais – Observatório Nacional

Dias depois de ter dado uma palestra com o mesmo título desta no Instituto D’Or de Pesquisa e Ensino – IDOR, Luan Ghezzi do Observatório Nacional me convidou para falar sobre o mesmo tema nos seminários de lá. Adaptei a palestra para o tema da astronomia, o que me trouxe mais uns exemplos interessantes. E o mais legal é que eles gravaram a palestra. 🙂

Compartilhar, Enviar, Imprimir?Share on FacebookTweet about this on TwitterShare on Google+Share on LinkedInShare on RedditEmail this to someonePrint this page

O erro médico é terceira causa de morte nos EUA.

O erro médico é terceira causa de morte nos EUA. É o que fala o artigo Medical error—the third leading cause of death in the US publicado na BMJ 2016; 353 DOI: https://doi.org/10.1136/bmj.i2139 que foi o segundo lugar no Altmetric Attention Score de 2016.

O áudio abaixo é de uma “entrevista” sobre o tema com um dos autores. Bem interessante, e não é atoa que teve tamanha repercussão online. Foi no Facebook o que teve mais reações (likes e demais) em post vinculados ao artigo, o segundo em comentários sobre e o primeiro em compartilhamentos. Já no Twitter cai para quarto em empate técnico com o quinto colocado, e não teve tanto sucesso assim que levasse ao download acadêmico do arquivo (medido aqui indiretamente com a incorporação ao Mendeley).

Compartilhar, Enviar, Imprimir?Share on FacebookTweet about this on TwitterShare on Google+Share on LinkedInShare on RedditEmail this to someonePrint this page

Clássicos sobre o debate do Fator de Impacto.

Então, tudo começou numa conversa que com amigos no Facebook (Stevens Rehen e Felipe Rodrigues da Silva), e daí me toco que nunca compartilhei esses links por aqui. Clássicos sobre o debate do Fator de Impacto que foram motivados pelo post sobre o artigo do Blog Scielo abaixo. Este vai ser um post um tanto telegráfico, mas acredito que valha a pena.

Vamos começar com “A miopia dos indicadores bibliométricos” do Blog Scielo que falei acima:

http://blog.scielo.org/blog/2017/06/01/a-miopia-dos-indicadores-bibliometricos/#.WTLMTIVv-Ed

Para quem não leu, e se interessa por Cientometria e indicadores de ciência e tecnologia, recomendo a leitura do Manifesto de Leiden. Tem versão em portugues traduzida pela Sibele Fausto [@Sibele Fausto].

http://www.leidenmanifesto.org/

tradução para o português: http://www.leidenmanifesto.org/uploads/4/1/6/0/41603901/leiden-manifesto-portuguese-br-final.pdf

Não dá para pensar em indicadores de ciência e tecnologia e avaliação, e não ter em mente o DORA – San Francisco Declaration on Research Assessment. Simplismente indispensável.

http://www.ascb.org/dora/

Foi publicado na Science em 2008 o artigo – The Misused Impact Factor

http://science.sciencemag.org/content/322/5899/165

Uma boa leitura, e aqui está o link direto para o PDF (Acesso Aberto)

http://science.sciencemag.org/…/sci/322/5899/165.full.pdf

E para aqueles que querem uma visão mais “cientométrica”, por assim dizer, um artigo da Scientometrics, revista de alta relevância para o campo – History of the journal impact factor: Contingencies and consequences:

https://doi.org/10.1007%2Fs11192-007-2036-x

E é claro, um link para a versão unpaywalled. 🙂

http://science-metrix.com/pdf/Archambault_Scientometrics_HistoryIF.pdf

Compartilho também, novamente, o link para um texto curto que escreví para o Observatório em Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde da Fiocruz [Observatório CTIS] com o título “Impacto Real e Imediato?“.

“Para além dos microscópios, que nos permitiram ver de perto detalhes do nosso mundo, é já o momento de se conceber “macroscópios”.”

obs: a figura no texto não está aparecendo mais, mas vocês podem achar ela pelo link para o artigo científico.

http://observatorio.fiocruz.br/ponto-de-vista/altmetria

E por último, um breve olhar sobre a Altmetria, num editorial que escrevi para revista Trabalho, Educação e Saúde.

http://dx.doi.org/10.1590/1981-7746-sip00126

A altmetria e a interface entre a ciência e a sociedade

Mas, ok, eu coloquei um monte de textos. E você quer apenas uma rapida sacudida sobre a questão dos indicadores de ciência e tecnologia? Siga então para o vídeo de pouco mais de quatro minutos sobre o Manifesto de Leiden. Você não vai se arrepender.

https://vimeo.com/133683418 [infelizmente só em inglês]

The Leiden Manifesto for Research Metrics from Diana Hicks on Vimeo.

 

Compartilhar, Enviar, Imprimir?Share on FacebookTweet about this on TwitterShare on Google+Share on LinkedInShare on RedditEmail this to someonePrint this page

Afinal, e o Altmetric Attention Score?

Não leve muito em conta o Altmetric Attention Score, mas considere a Altmetric.com como um bom agregador de informações métricas e foque nas oportunidades de diálogo que as mídias sociais proporcionam, quer seja com pares, quer seja com o público.

Tive em janeiro deste ano uma breve troca de tweets com Euan Adie, o presidente da Altmetric.com. Não foi intencional, mais resultado do ambiente aberto e ativo que o Twitter proporciona. Estava eu fazendo uma crítica ao score em função dos problemas referentes ao ranking que ele apresenta, já que ele calcula apenas quando há uma nova menção ao trabalho numa das mídias acompanhadas. Tecnicamente, seria possível ter dois ou mais primeiros lugares, bastando para isso que os outros não tivessem novas menções para sairem de sua posição de liderança.

Tweet sobre o Altmetric Attention Score 1/3

Tweet sobre o Altmetric Attention Score 1/3

Tweet sobre o Altmetric Attention Score 2/3

Tweet sobre o Altmetric Attention Score 2/3

Tweet sobre o Altmetric Attention Score 3/3

Tweet sobre o Altmetric Attention Score 3/3

E em seguida o comentário do Euan Adie…

Comentários do Euan Adie sobre os Tweets.

Comentários do Euan Adie sobre os Tweets.

E por último meus elogios à Altmetric como ferramenta agregadora. Reparem que o Euan curtiu. 🙂

Altmetric como ferramenta agregadora.

Altmetric como ferramenta agregadora.

Mais um ponto para o Twitter. Uma rede sensacional para se estabelecer debates científicos diretos. Afinal, com 140 caracteres temos mesmo que ser diretos, não? 🙂

Compartilhar, Enviar, Imprimir?Share on FacebookTweet about this on TwitterShare on Google+Share on LinkedInShare on RedditEmail this to someonePrint this page

Um pouco sobre Altmetria, Ciência Aberta e desafios para os cientistas hoje em dia

Hoje foi dia de falar a convite de Sarita Albagli. Uma participação no Mini Curso Diálogos de Pesquisa: Comunicação Científica e Publicação Aberta. Coloquei o marcador a partir da minha fala para facilitar (se não funcionar, começo a partir de 01h30 do vídeo), mas recomendo, aos que tiverem fôlego, que assistam o vídeo completo onde há falas de Simone Weitzel e também de Andre Appel.

Há um vídeo também de continuidade deste debate com a Iara Vidal.

Obs1: As opiniões expressas nesse vídeo são minhas e não representam a posição das instituições as quais eu sou afiliado.

Obs2: Algumas questões foram colocadas de forma um pouco mais exacerbada no intuito de gerar reflexões.

Compartilhar, Enviar, Imprimir?Share on FacebookTweet about this on TwitterShare on Google+Share on LinkedInShare on RedditEmail this to someonePrint this page

Impacto além da academia: Revista Fapesp

Para fechar o ano de 2016, eu e Iara Vidal, além de outros pesquisadores como o Rodrigo Costas do CWTS – Leiden, fomos fonte para uma reportagem na Revista Fapesp. Segue o link: Impacto além da academia – Indicadores alternativos avaliam o alcance da ciência entre leitores de mídias sociais por Bruno de Pierro.

Segue também o link direto para o PDF: http://revistapesquisa.fapesp.br/wp-content/uploads/2016/12/038-041_Altmetria_250.pdf

 

Compartilhar, Enviar, Imprimir?Share on FacebookTweet about this on TwitterShare on Google+Share on LinkedInShare on RedditEmail this to someonePrint this page

A “Tradicional Família de Propaganda de Margarina” e os divórcios no Maine EUA.

“Os números comprovam coisas”. Assim pensam aqueles que acreditam sem juízo nas estatísticas. Mas sem contexto, sem pensar se realmente uma coisa tem relação com a outra, podemos ser surpreendidos por aquilo que pelo acaso apresenta correlação perfeita. Assim, a população de pinguins de uma determinada espécie que habite uma ilha Antártica pode andar em linha com as instalações de Linux, ou quem sabe a produção de maças da variedade McIntosh cultivada no leste do Canadá seja um ótimo indicador da oscilação das ações da Apple.

Maçã da variedade McIntosh

Maçã da variedade McIntosh

Por conta disso, é sempre importante ver se o que se deseja testar faz algum sentido. O que você vai obter com seu teste ou com sua análise de agrupamento é uma resposta, quer você tenha feito tudo certo ou errado, que vai dizer se há ou não motivo para suspeitar que os dados aportados tem relação ou como estes deveriam ser agrupados a partir do que foi fornecido. Veja, você terá uma resposta, mas quem fez a pergunta, doida ou não, foi você. Não vai adiantar botar a culpa nos números ou achar que se está dito assim, logo algo deve ser torcido na relação espaço tempo para acomodar o absurdo proposto.

Não infrequentemente, vamos nos deparar com erros no uso ou na interpretação de dados a partir da aplicação de alguma metodologia, a qual simplesmente foi feita pelo pesquisador porque “todo mundo faz assim” e se “x<y” ou se “a” juntou com “b”, logo, que assim seja. Não é para menos que hoje o artigo com maior índice no Altmetric Attention Score seja um no qual se trata do mau uso do p – probabilidade de significância – estatístico [dx.doi.org/10.1038/506150a]. É para se pensar, e pensar novamente.

Por outro lado, para dar maior visibilidade a este absurdo, Tyler Vigen produziu uma série de casos de correlações espúrias no livro “Spurious Correlations”. Nele você poderá ver que ao contrário do que se pensa, consumir mais margarina não leva a famílias tradicionais mais felizes. Há uma correlação quase perfeita com a redução deste consumo e do número de divórcios.

Proporção de divórcios e per capta do consumo de margarina no estado do Maine - EUA

Proporção de divórcios e per capta do consumo de margarina no estado do Maine – EUA

Ao menos no estado do Maine – EUA, quanto menos famílias margarina, mais casamentos duradouros. Bem que eu nunca achei que ela serviria para besuntar as relações familiares. O absurdo da mensagem publicitária já falava por si só. Entretanto, é bem provável que hoje exista no Maine uma paróquia na qual se apregoe o uso da manteiga. Até o dia em que o pároco vá ver o Último Tango em Paris.

Mas, para aqueles que tem fé nos números, insisto que este post não se propõe a ser um desmonte. Apenas gostaria de alertar que cuidado e boas perguntas científicas nunca fizeram mal à ninguém. E se sabemos que o Aquecimento Global tem correlação perfeita com o desaparecimento dos piratas, o mundo tem salvação! Ahoy! 🙂

Compartilhar, Enviar, Imprimir?Share on FacebookTweet about this on TwitterShare on Google+Share on LinkedInShare on RedditEmail this to someonePrint this page

Os Blogs estão morrendo? Viva os Blogs!!!

Fazia tempos que não escrevia no Blog. Talvez agora eu tenha uma boa desculpa para isso. Digo desculpa tanto para escrever, quanto para justificar minha ausência. Tudo fruto de um pouco de reflexão a partir deste congresso, o 5º Encontro Brasileiro de Bibliometria e Cientometria. Os números não mentem, claro, mas podem falar umas coisas bem estranhas e a gente entender errado. Ou quem sabe seja mesmo tudo resultado de uma apropriação indevida de seus objetivos originais. É… no fundo é isso ai. Mas, vamos lá!

Fui para o evento e tive três dias bem empolgantes. Palestras super interessantes em uma sequência rara e com trocas de ideias de fertilizar todos os campos da mente. Mas mais para o final é que veio a situação que me levou a sentar aqui e me dedicar a escrever este texto. Meu Blog está MORTO!!! Ao menos na definição do trabalho “O Estado da Blogosfera Científica Brasileira” de FAUSTO et al. (2016). O trabalho apresentado na mesa que coordenei (Informetria e Webmetria / Altmetria) por uma das autoras (Nathai Teresa Moreno) escolheu o critério de um ano de inatividade como critério para “morte cerebral” do Blog e gerou o atestado de óbito para parte da blogosfera brasileira. Talvez numa tentativa vã de salvar-me, sugeri que se avaliasse estatisticamente a frequência de postagens e depois de umas médias e desvios padrão se chegasse à um critério menos arbitrário. Confesso entretanto que esta “respiração boca a boca” provavelmente faria apenas com que esta minha pobre página estivesse em uma mais profunda decomposição. A única chance era renascer das cinzas, e este texto é minha tentativa inicial.

Mas saindo um pouco do foco e indo na direção dos dados da blogosfera analisados pelo trabalho, vemos que as notícias não são lá muito boas. Depois de um crescimento exponencial de 2006 até 2010, a partir de 2013 se inicia uma queda no número de Blogs científicos ativos cadastrados no Anel de Blogs Científicos (ABC) (figura 1)

Número de blogs ativos em função do tempo. Fonte: ABC Retirado de: FAUSTO, S.; et al. O ESTADO DA BLOGOSFERA CIENTÍFICA BRASILEIRA In: ENCONTRO BRASILEIRO DE BIBLIOMETRIA E CIENTOMETRIA, 5., 2016, São Paulo. Anais... São Paulo: USP, 2016. p. A125

Número de blogs ativos em função do tempo. Fonte: ABC Retirado de: FAUSTO, S.; et al. O ESTADO DA BLOGOSFERA CIENTÍFICA BRASILEIRA In: ENCONTRO BRASILEIRO DE BIBLIOMETRIA E CIENTOMETRIA, 5., 2016, São Paulo. Anais… São Paulo: USP, 2016. p. A125

Uma justificativa levantada pela apresentadora foi de que isto seria resultante da popularização do Facebook e consequentemente da troca de mídia preferencial. Nas palavras dos autores “embora essas mídias não sejam incompatíveis (em geral blogueiros de ciência usam o Twitter e o Facebook para chamar atenção para o seu blog) certamente envolvem maior gasto de tempo pelo divulgador, ao ponto de o número de postagens em seu blog diminuir ou ainda chegar a termo, levando à extinção do mesmo.” (Fausto et al. 2016) Há outras conjecturas, como um amadurecimento da primeira geração de blogueiros e/ou uma nova geração mais engajada com as mídias sociais. O fato é que apesar de não se afirmar que se caminha em direção ao abismo, há uma tendência de baixa. Resta saber se os Blogs serão gradativamente substituídos por páginas no Facebook (que na prática poderiam ser entendidas como apenas um novo suporte em um agregador) e se dentro de algum tempo não veremos a migração das páginas para o já aventado Hello do Orkut. O futuro dirá!

P.S.: Tecnicamente, com este post, posso bradar “It´s alive!” como Dr. Frankenstein 🙂

Compartilhar, Enviar, Imprimir?Share on FacebookTweet about this on TwitterShare on Google+Share on LinkedInShare on RedditEmail this to someonePrint this page

Truques novos para os macacos velhos da ciência

Já faz algum tempo que não escrevo, e isto se deve em grande parte a falta total de tempo. Dizia um amigo meu (Mauro Rebello) que quem tem Blog deve escrever sempre, não há desculpa para o silêncio das teclas. Eu ainda estou tateando nisso, admirado com os meus amigos que conseguem estar sempre postando um novo texto. Hoje, motivado por um texto que li a partir de uma indicação no Facebook, resolvi apenas fazer um convite à leitura dele e colocar aqui um ou outro pensamento à respeito.

Trata-se de uma reflexão muito interessante sobre a ciência e a produção de artigos segmentados a partir de uma mesma descoberta. Foi publicado no O Estado de São Paulo por Fernando Reinach com o título de Darwin e a prática da ‘Salami Science’. A reflexão é ótima diante do mau uso que temos das métricas tradicionais de avaliação do impacto dos artigos científicos (e das revistas nas quais são publicados) por intermédio da análise de citações. Somos seres adaptáveis e rapidamente se a regra do jogo para termos o próximo financiamento é produzir muitos artigos, “so mote it be!”. Mas o que preocupa a todos nós que trabalhamos com cientometria é que o uso que se fez de suas métricas passou a gerar um ruído no que se media. As motivações das citações agora são outras, ou pelo menos incluem outras razões.

Em meio a tudo isso, o movimento altmétrico apresenta um conjunto de métricas alternativas mais próximas da Web 2.0 e, por conseguinte, de uma Ciência 2.0. Mas se estas métricas podem revelar ou mesmo prever impactos futuros ou tendências nos campos de pesquisa, são apenas truques novos a serem aprendidos do momento em que estas forem usadas para definir os resultados de editais ou avaliar um pesquisador. Lamentavelmente estaremos sempre tentando prestar mais e mais atenção enquanto o ruído só aumenta com o tempo.

Compartilhar, Enviar, Imprimir?Share on FacebookTweet about this on TwitterShare on Google+Share on LinkedInShare on RedditEmail this to someonePrint this page

Desenvolvido em WordPress & Tema por Anders Norén