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Categoria: bases de dados

O que os Repositórios Institucionais precisam ser? Um ReseachGate?

Tiago Marçal Murakami lançou uma pergunta sobre o que poderia ser incluído nos Repositórios Institucionais (RIs) para ampliar seu interesse e uso (to re-interpretando, ok Tiago?). Muitas, mas muitas ideias boas foram aparecendo o que eu acho demonstra também o desejo de mudança do modelo que temos hoje.

Comentei que basicamente os RIs deveriam ser o que hoje o ResearchGate é, mas isso não é assim tão simples. Ele não é apenas um repositório. Disponibilizar os produtos de pesquisa para compartilhamento é apenas uma de suas vertentes. Ele faz algo que Lattes, Diretório de Grupos de Pesquisa (DGP) e RIs espalhados não conseguem fazer com algo altamente integrado.

Mas no fundo, a questão também é simples. O Lattes não é uma ferramenta para o pesquisador (a não ser para mim que uso ele como fonte de pesquisa), e sim uma ferramente para órgãos de fomento. O DGP tenta organizar uma certificação institucional de linhas e grupos, servindo à instituições e órgãos de fomento. Já os RIs, servem à pesquisa, mas o foco é institucional.

Por outro lado, o ResearchGate é puro foco no usuário, que no caso é um pesquisador. E daí vem a sinuca na qual estamos hoje. Ou o movimento de Ciência Aberta toma as rédeas e propõe algo realmente integrador e com foco nos usuários, ou ninguém vai querer preencher outro site institucional.

Se pensarmos nos perfis do Google Scholar ou mesmo do ORCID, temos para muitos só mais um formulário para preencher. Qual a utilidade direta e onde está o foco no usuário destes dois sistemas?

O ResearchGate é, por outro lado, matador nesse quesito. As pessoas preenchem porque percebem que ele é útil. Ana Carvalho e eu vimos os dados para alguns RIs brasileiros x ReseachGate, e fica claro isso. Bonus: O trabalho está lá no ResearchGate para quem quiser ler, rs…

https://www.researchgate.net/publication/325023040_REPOSITORIOS_INSTITUCIONAIS_E_REDES_SOCIAIS_ACADEMICAS_AS_PRATICAS_DOS_PESQUISADORES_BRASILEIROS

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1science, um novo competidor para WoS e Scopus?

Fazia tempo que estávamos sem novidades no campo das bases de dados de artigos científicos. Para os estudos cientométricos o que se falava era de Web of Science, Scopus, Google Scholar e em alguns casos SciELO (que tem sido integrado às bases maiores). Hoje recebi uma dica pelo WhatsApp do Fabio Pinho, professor da UFPE e nosso Representante de Área de Comunicação e Informação na Capes, de uma nova base. Derivado do grupo da Science-Metrix [http://www.science-metrix.com/en], com sede em Montreal – Canadá, a 1science [https://1science.com] chegou com novidades e diz ser a maior base tratada de artigos com revisão por pares (o tratado ai é em função do Google Scholar). Quem me conhece sabe que não gosto de rankings com recortes convenientes, mas sigamos…

Focada em abarcar todo o tipo de produção, em qualquer idioma e de qualquer país, ela é bastante direta em facilitar o download de versões em acesso aberto de artigos ao integrar dados do ArXiV, DOAJ e SciELO. Seu CEO, Dr. Eric Archambault, comenta especificamente sobre a distorção para fontes de países do ocidente nas bases de dados, e sobre o desejo em várias esferas governamentais, corporativas e da academia de superar estas limitações. Com o objetivo de dar conta do desafio de romper com isso, a 1science delineou três frentes, com diferentes produtos. Os dois primeiros ainda não estão disponíveis, aparentemente, mas o último tem já uma recém lançada versão gratuita. Vamos a eles:

O 1figr [https://1science.com/1figr/] é um sistema para auxiliar na escolha de assinaturas de revistas científicas para instituições. Não há um acesso ainda direto, dependendo basicamente de contato com a empresa, mas entre os indicadores que eles prometem oferecer há a proporção de artigos em acesso aberto, o total de artigos publicados por sua instituição, saber as revistas que seriam de interesse assinar e o progresso da sua instituição na direção do acesso aberto.

1findr1 - free edition

1findr1 – free edition [https://1science.com/1foldr/]

Já o 1fdlr [https://1science.com/1foldr/] é um repositório institucional que auto arquiva documentos da sua instituição encontrados por busca e que com isso permite ser um concentrador de acesso a produção de sua instituição. O que for produzido em acesso aberto seria automaticamente incluído neste modelo de repositório.

E por último, mas muito importante, o 1findr [https://1findr.1science.com/home/] que vem em uma versão free e uma institucional e basicamente uma base de dados com cerca de 91 milhões de artigos (hoje) sendo 27 milhões em acesso aberto. Apresenta a partir da busca uma lista dos artigos e inclusive faz a inclusão do Altmetric Attention Score da Altmetric.com. Se o conteúdo for de acesso aberto há a possibilidade de fazer o download direto. É possível também exportar uma citação par ao artigo em 10 formatos diferentes (sorry, no ABNT!) ou para seu gestor de referências preferido.

resultado de busca para "altmetric" no 1findr - free editon

resultado de busca para “altmetric” no 1findr – free editon

A versão ainda é bem espartana na versão gratuita. Não tive acesso a versão institucional para avaliar. Deixa a desejar para o uso em estudos cientométricos, mas talvez ganhe corpo com o tempo. Parece bem interessante para uma busca por artigos pontual e online, já que não é necessário um acesso pago. A versão institucional, pela lista de features indicadas, está mais competitiva com as tradicionais WoS e Scopus. O site apresenta versões em Inglês e Francês (provavelmente Québécois, 🙂 ). Vamos acompanhar com o tempo como este nosso player vai evoluir, em suas diferentes frentes, e observar a reação de WoS e Scopus à esta “ameaça”.

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