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Categoria: Blogs

Clássicos sobre o debate do Fator de Impacto.

Então, tudo começou numa conversa que com amigos no Facebook (Stevens Rehen e Felipe Rodrigues da Silva), e daí me toco que nunca compartilhei esses links por aqui. Clássicos sobre o debate do Fator de Impacto que foram motivados pelo post sobre o artigo do Blog Scielo abaixo. Este vai ser um post um tanto telegráfico, mas acredito que valha a pena.

Vamos começar com “A miopia dos indicadores bibliométricos” do Blog Scielo que falei acima:

http://blog.scielo.org/blog/2017/06/01/a-miopia-dos-indicadores-bibliometricos/#.WTLMTIVv-Ed

Para quem não leu, e se interessa por Cientometria e indicadores de ciência e tecnologia, recomendo a leitura do Manifesto de Leiden. Tem versão em portugues traduzida pela Sibele Fausto [@Sibele Fausto].

http://www.leidenmanifesto.org/

tradução para o português: http://www.leidenmanifesto.org/uploads/4/1/6/0/41603901/leiden-manifesto-portuguese-br-final.pdf

Não dá para pensar em indicadores de ciência e tecnologia e avaliação, e não ter em mente o DORA – San Francisco Declaration on Research Assessment. Simplismente indispensável.

http://www.ascb.org/dora/

Foi publicado na Science em 2008 o artigo – The Misused Impact Factor

http://science.sciencemag.org/content/322/5899/165

Uma boa leitura, e aqui está o link direto para o PDF (Acesso Aberto)

http://science.sciencemag.org/…/sci/322/5899/165.full.pdf

E para aqueles que querem uma visão mais “cientométrica”, por assim dizer, um artigo da Scientometrics, revista de alta relevância para o campo – History of the journal impact factor: Contingencies and consequences:

https://doi.org/10.1007%2Fs11192-007-2036-x

E é claro, um link para a versão unpaywalled. 🙂

http://science-metrix.com/pdf/Archambault_Scientometrics_HistoryIF.pdf

Compartilho também, novamente, o link para um texto curto que escreví para o Observatório em Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde da Fiocruz [Observatório CTIS] com o título “Impacto Real e Imediato?“.

“Para além dos microscópios, que nos permitiram ver de perto detalhes do nosso mundo, é já o momento de se conceber “macroscópios”.”

obs: a figura no texto não está aparecendo mais, mas vocês podem achar ela pelo link para o artigo científico.

http://observatorio.fiocruz.br/ponto-de-vista/altmetria

E por último, um breve olhar sobre a Altmetria, num editorial que escrevi para revista Trabalho, Educação e Saúde.

http://dx.doi.org/10.1590/1981-7746-sip00126

A altmetria e a interface entre a ciência e a sociedade

Mas, ok, eu coloquei um monte de textos. E você quer apenas uma rapida sacudida sobre a questão dos indicadores de ciência e tecnologia? Siga então para o vídeo de pouco mais de quatro minutos sobre o Manifesto de Leiden. Você não vai se arrepender.

https://vimeo.com/133683418 [infelizmente só em inglês]

The Leiden Manifesto for Research Metrics from Diana Hicks on Vimeo.

 

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Os Blogs estão morrendo? Viva os Blogs!!!

Fazia tempos que não escrevia no Blog. Talvez agora eu tenha uma boa desculpa para isso. Digo desculpa tanto para escrever, quanto para justificar minha ausência. Tudo fruto de um pouco de reflexão a partir deste congresso, o 5º Encontro Brasileiro de Bibliometria e Cientometria. Os números não mentem, claro, mas podem falar umas coisas bem estranhas e a gente entender errado. Ou quem sabe seja mesmo tudo resultado de uma apropriação indevida de seus objetivos originais. É… no fundo é isso ai. Mas, vamos lá!

Fui para o evento e tive três dias bem empolgantes. Palestras super interessantes em uma sequência rara e com trocas de ideias de fertilizar todos os campos da mente. Mas mais para o final é que veio a situação que me levou a sentar aqui e me dedicar a escrever este texto. Meu Blog está MORTO!!! Ao menos na definição do trabalho “O Estado da Blogosfera Científica Brasileira” de FAUSTO et al. (2016). O trabalho apresentado na mesa que coordenei (Informetria e Webmetria / Altmetria) por uma das autoras (Nathai Teresa Moreno) escolheu o critério de um ano de inatividade como critério para “morte cerebral” do Blog e gerou o atestado de óbito para parte da blogosfera brasileira. Talvez numa tentativa vã de salvar-me, sugeri que se avaliasse estatisticamente a frequência de postagens e depois de umas médias e desvios padrão se chegasse à um critério menos arbitrário. Confesso entretanto que esta “respiração boca a boca” provavelmente faria apenas com que esta minha pobre página estivesse em uma mais profunda decomposição. A única chance era renascer das cinzas, e este texto é minha tentativa inicial.

Mas saindo um pouco do foco e indo na direção dos dados da blogosfera analisados pelo trabalho, vemos que as notícias não são lá muito boas. Depois de um crescimento exponencial de 2006 até 2010, a partir de 2013 se inicia uma queda no número de Blogs científicos ativos cadastrados no Anel de Blogs Científicos (ABC) (figura 1)

Número de blogs ativos em função do tempo. Fonte: ABC Retirado de: FAUSTO, S.; et al. O ESTADO DA BLOGOSFERA CIENTÍFICA BRASILEIRA In: ENCONTRO BRASILEIRO DE BIBLIOMETRIA E CIENTOMETRIA, 5., 2016, São Paulo. Anais... São Paulo: USP, 2016. p. A125

Número de blogs ativos em função do tempo. Fonte: ABC Retirado de: FAUSTO, S.; et al. O ESTADO DA BLOGOSFERA CIENTÍFICA BRASILEIRA In: ENCONTRO BRASILEIRO DE BIBLIOMETRIA E CIENTOMETRIA, 5., 2016, São Paulo. Anais… São Paulo: USP, 2016. p. A125

Uma justificativa levantada pela apresentadora foi de que isto seria resultante da popularização do Facebook e consequentemente da troca de mídia preferencial. Nas palavras dos autores “embora essas mídias não sejam incompatíveis (em geral blogueiros de ciência usam o Twitter e o Facebook para chamar atenção para o seu blog) certamente envolvem maior gasto de tempo pelo divulgador, ao ponto de o número de postagens em seu blog diminuir ou ainda chegar a termo, levando à extinção do mesmo.” (Fausto et al. 2016) Há outras conjecturas, como um amadurecimento da primeira geração de blogueiros e/ou uma nova geração mais engajada com as mídias sociais. O fato é que apesar de não se afirmar que se caminha em direção ao abismo, há uma tendência de baixa. Resta saber se os Blogs serão gradativamente substituídos por páginas no Facebook (que na prática poderiam ser entendidas como apenas um novo suporte em um agregador) e se dentro de algum tempo não veremos a migração das páginas para o já aventado Hello do Orkut. O futuro dirá!

P.S.: Tecnicamente, com este post, posso bradar “It´s alive!” como Dr. Frankenstein 🙂

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