webometria, cibermetria, altmetria...

estudos métricos da informação e muito mais

Categoria: ciência (Page 1 of 5)

O que os Repositórios Institucionais precisam ser? Um ReseachGate?

Tiago Marçal Murakami lançou uma pergunta sobre o que poderia ser incluído nos Repositórios Institucionais (RIs) para ampliar seu interesse e uso (to re-interpretando, ok Tiago?). Muitas, mas muitas ideias boas foram aparecendo o que eu acho demonstra também o desejo de mudança do modelo que temos hoje.

Comentei que basicamente os RIs deveriam ser o que hoje o ResearchGate é, mas isso não é assim tão simples. Ele não é apenas um repositório. Disponibilizar os produtos de pesquisa para compartilhamento é apenas uma de suas vertentes. Ele faz algo que Lattes, Diretório de Grupos de Pesquisa (DGP) e RIs espalhados não conseguem fazer com algo altamente integrado.

Mas no fundo, a questão também é simples. O Lattes não é uma ferramenta para o pesquisador (a não ser para mim que uso ele como fonte de pesquisa), e sim uma ferramente para órgãos de fomento. O DGP tenta organizar uma certificação institucional de linhas e grupos, servindo à instituições e órgãos de fomento. Já os RIs, servem à pesquisa, mas o foco é institucional.

Por outro lado, o ResearchGate é puro foco no usuário, que no caso é um pesquisador. E daí vem a sinuca na qual estamos hoje. Ou o movimento de Ciência Aberta toma as rédeas e propõe algo realmente integrador e com foco nos usuários, ou ninguém vai querer preencher outro site institucional.

Se pensarmos nos perfis do Google Scholar ou mesmo do ORCID, temos para muitos só mais um formulário para preencher. Qual a utilidade direta e onde está o foco no usuário destes dois sistemas?

O ResearchGate é, por outro lado, matador nesse quesito. As pessoas preenchem porque percebem que ele é útil. Ana Carvalho e eu vimos os dados para alguns RIs brasileiros x ReseachGate, e fica claro isso. Bonus: O trabalho está lá no ResearchGate para quem quiser ler, rs…

https://www.researchgate.net/publication/325023040_REPOSITORIOS_INSTITUCIONAIS_E_REDES_SOCIAIS_ACADEMICAS_AS_PRATICAS_DOS_PESQUISADORES_BRASILEIROS

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Mentoria para seu projeto de pesquisa

Muitos amigos que acompanham o que escrevo por aqui não sabem, mas eu pesquiso e oriento nas áreas de Divulgação Científica e Ciência da Informação. O foco dos cursos que dou nas pós-graduações está no uso de novas tecnologias para divulgação científica e na coleta de dados de produção acadêmica e levantamentos em mídias sociais da repercussão online de publicações ou temas de ciência (principalmente). Se os nomes Bibliometria, Cibermetria, Webometria e Altmetria não fazem sentido, em parte o parágrafo anterior da conta de explicar um pouco disso.

Com esses dados todos dá também para se estudar e descobrir muitas coisas legais e interessantes, além de se fazer lindos grafos (como o da imagem que fica no meu perfil) ou diagramas representando e sintetizando o que se observou. O que vai definir o que cada elemento do grafo representa vai depender de escolhas que você precisa fazer sabiamente, e isso vai desde o recorte inicial para sua coleta, até o tratamento que você vai dar na hora de representar vínculos (arestas) e atores (nós) que estarão ali representados.

Bom, desculpem-me pelo “textão”, mas isso tudo é só para dizer que dentro da filosofia que sempre falo no início dos meus cursos de pós, resolvi ver se consigo ampliar minha humilde contribuição para desenvolvimento do campo da ciência no qual eu tenho atuado nos últimos 20 ou 10 anos (20 de DC e 10 de CI). Inspirado na proposta que meu amigo dos tempos de colégio Michel Lent fez, resolvi disponibilizar uma agenda pública na qual semanalmente estarei oferecendo uma hora e meia para uma mentoria focada no seu projeto de pesquisa. Se eu serei de algum auxílio vai depender de você corretamente ver em mim alguém que pode ajudar e eu conseguir fazer isso 😊.

Basta entrar no link [https://fabio-gouveia.youcanbook.me/], ver que dia terei disponível, e marcar. As conversas serão preferencialmente por Google Hangout ou ferramenta similar, mas algo presencial pode ser viabilizado para os que estão na minha cidade. Peço antes de tudo que entendam que como é uma experiência nova eu certamente demorarei um tempo para conseguir colocar isso em rotina de fato. Por isso é possível que eu tenha que reagendar seu pedido. E eu estarei avaliando os pedidos para tentar priorizar os que eu identificar que tenho maior potencial de ajudar em algo.

Se tudo der certo, e você ficar contente, lembre-se de mim nos agradecimentos (ou acknowledgements) e faça uma excelente pesquisa pois o que mais precisamos é de bons projetos para consolidar ainda mais essas áreas no Brasil. Se você é de Portugal é também super bem-vindo. Se seu idioma nativo é espanhol ou inglês (e se conseguiu ler este texto ou alguém lhe explicou o que este louco aqui escreveu), podemos conversar neste idioma, desde que você aguente o meu sotaque e alguns falsos cognatos. Estou ansioso para ver como este experimento vai fluir. Espero que seja uma experiência incrível para mim e para todos que participarem.

Forte abraço a todos e até o próximo Hangout!

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Quanto tempo o tempo tem?

Hoje finalmente vi “Quanto tempo o tempo tem”. Não dura tanto tempo assim. É pena, queria ter mais. O documentário é muito bom. Muita coisa para pensar. Ótimas falas vindas de todos os entrevistados, muitas reflexões para se ter diante do próprio espelho. Aguardem a fala final de Domenico De Masi após os primeiros créditos de fechamento. E se perca junto com seu tempo assistindo. Vale a pena, e tá no Netflix!
Trailer no Youtube [https://www.youtube.com/watch?v=Rl6FWgBQwAw]
Link para o NetFlix [https://www.netflix.com/br/title/80187187]

Quanto Tempo o Tempo Tem?

Quanto Tempo o Tempo Tem?

 

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Applets fáceis para todos os gostos (IFTTT e Zapier)

Sabe aquelas coisas que seriam muito mais fáceis se fossem automatizadas, mas você não sabe como fazer? Como guardar numa planilha do Google o que andam comentando no Twitter com uma hashtag, ou salvar no Dropbox as fotos que você curtir no Instagram. Para isso existem as páginas que oferecem Applets gratuitos.

O Applet é um pequeno programinha que faz uma ação específica. Pode ser dentro de um programa maior, ou mesmo em interface com um ou mais programas. No mundo onde a Web é a plataforma (uma dos pressupostos da Web 2.0 – gostemos ou não desta conceituação), basta que este pequeno software tenha as chaves certas para os devidos serviços web para a mágica acontecer.

O que eu tenho usado e gostado é o IFTTT (Acrônimo de If This Then That – em inglês o termo exato deste tipo de acrônimo é chamado de initialism, pois não se pronuncia como uma palavra). Ele funciona inclusive integrando serviços e apps do Android e do iOS. Já de funcionando apenas para sistemas “web based” temos também o Zapier, que tem 10x mais integrações que o IFTTT, o que significa que se você quer algo mais fora da caixa, certamente ele deve ser sua escola.

Zapier vs IFTTT

Zapier vs IFTTT

Até aqui tenho usado para poucas situações, mas já vi alguns casos em que o IFTTT foi de muita utilidade para algumas pessoas. Os sistemas são bem simples, mas têm como único inconveniente o fato de ser necessário confiar suas senhas para os serviços de que se deseja integar à um terceito (o IFTTT ou o Zapier). Isso obviamente levanda uma bandeirola de alerta de segurança, e neste caso, para algumas coisas, o melhor é criar uma conta separada da sua de uso contidiano para usar no seu projeto.

De resto, é explorar e se surpreender. Se você achou uma solução para um problema lá, ou um uso super legal, comente. Vou adorar saber. 🙂

 

 

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Altmetrics ou Altmetric?

Rápido post para lembrar que Altmetria é Altmetrics. O manifesto está em www.altmetrics.org. Altmetric é uma empresa comercial que faz agregação de dados altmétricos e produz um score chamado Altmetric Attention Score. Seu site fica em  www.altmetric.com.

O interessante infográfico feito pela Animate Science [http://www.animate-science.com] confunde ou propositadamente trata com destaque a Altmetric, a empresa, como se fosse Altmetrics, as métricas alternativas definidas no manifesto altmétrico.

Independentemente disso, e mantendo em mente esta informação, a animação vale a pena ser vista.

Altmetric: what it is and why it matters

Altmetric: what it is and why it matters

http://www.animate-science.com/single-post/Altmetric-what-it-is-and-why-it-matters-INFOGRAPHIC

 

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ORCID, se puder!

Você sabia que pode colocar o seu ORCID no Lattes? Não? Pois é simples, é só seguir a dica ai embaixo. Serve para alguma coisa? Na prática, neste momento, não. 🙁 Mas quem sabe no futuro. Dá para chamar de dica? Nem sei… Em todo caso vamos divulgando.

Tutorial da UFRGS para inclusão do ORCID no Lattes

Tutorial da UFRGS para inclusão do ORCID no Lattes

http://www.ufrgs.br/bibicbs/noticias/orcid-integrado-ao-curriculo-lattes

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Palestra – Ciência 2.0: o cientista, a comunicação científica e as mídias sociais – Observatório Nacional

Dias depois de ter dado uma palestra com o mesmo título desta no Instituto D’Or de Pesquisa e Ensino – IDOR, Luan Ghezzi do Observatório Nacional me convidou para falar sobre o mesmo tema nos seminários de lá. Adaptei a palestra para o tema da astronomia, o que me trouxe mais uns exemplos interessantes. E o mais legal é que eles gravaram a palestra. 🙂

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O erro médico é terceira causa de morte nos EUA.

O erro médico é terceira causa de morte nos EUA. É o que fala o artigo Medical error—the third leading cause of death in the US publicado na BMJ 2016; 353 DOI: https://doi.org/10.1136/bmj.i2139 que foi o segundo lugar no Altmetric Attention Score de 2016.

O áudio abaixo é de uma “entrevista” sobre o tema com um dos autores. Bem interessante, e não é atoa que teve tamanha repercussão online. Foi no Facebook o que teve mais reações (likes e demais) em post vinculados ao artigo, o segundo em comentários sobre e o primeiro em compartilhamentos. Já no Twitter cai para quarto em empate técnico com o quinto colocado, e não teve tanto sucesso assim que levasse ao download acadêmico do arquivo (medido aqui indiretamente com a incorporação ao Mendeley).

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Breve reflexão sobre métodos de Visualização de Dados

Tenho dito que a aplicação de métodos de Visualização de Dados é uma cachaça. Porém, se você não souber qual a sua curiosidade/pergunta, passará as noites gerando imagens bonitas, mas que no fundo não levam a nada.

Parece de fora, diante de uma execução de uma rotina ou um tutorial, algo simples. Mas, é extremamente dependente da qualidade dos seus dados, das desambiguações criteriosas e bem feitas, dos filtros escolhidos, dos algoritmos de layout, dos pesos atribuídos, etc…

É relativamente fácil dar uma introdução ao assunto para alguém. O verdadeiro entendimento, a percepção dos possíveis erros de caminho, e do potencial que ele representa e oferece, vem com o tempo.

Museum Studies Articles Keywords Graph. Apenas para diversão. Nada sério.

Museum Studies Articles Keywords Graph.
Apenas para diversão. Nada sério.

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Sangue novo para velhos ricos… o ponto em que chegamos.

Estive recentemente comentando sobre o pico de interesse na TIMP2 em pesquisas do Google logo após a publicação do estudo sobre sangue de cordão umbilical e a melhoria de desempenho de memória de ratos.

Interesse de busca repentino pela TIMP2 em sequência à publicação do Artigo e do Release na Nature News

Interesse de busca repentino pela TIMP2 em sequência à publicação do Artigo e do Release na Nature News

Pois bem, ao que parece uma startup está comprando sangue “jovem” para servir de fonte de juventude para velhos ricos [http://mashable.com/2017/06/01/parabiosis-blood-transfusions-startup-silicon-valley/?utm_cid=mash-com-fb-bus-link#C.wARWfJAOq1].

O mais louco é saber que no seriado Silicon Valley um capítulo com o título “The Blood Boy” retratava uma circulação em parabiose do sangue de um rapaz mais jovem com um outro mais velho.

Foto do Episódio "The Blood Boy" da séria da HBO Silicon Valley

Foto do Episódio “The Blood Boy” da séria da HBO Silicon Valley

“It’s worth noting that something very close to this was recently featured in an episode of HBO’s Silicon Valley, in which the character (of not-Peter-Thiel-based) Gavin Belson takes a meeting while receiving a transfusion from, yes, a blood boy (in an episode called, yes, “The Blood Boy”).”

E o pior é que já tem questionamentos à estatística aplicada no artigo. Mundo louco em que vivemos…

"Not So Fast, Johnny Boy" - Public Peer Review malhando a parte estatística do artigo.

“Not So Fast, Johnny Boy” – Public Peer Review malhando a parte estatística do artigo.

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