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Categoria: facebook

Os Blogs estão morrendo? Viva os Blogs!!!

Fazia tempos que não escrevia no Blog. Talvez agora eu tenha uma boa desculpa para isso. Digo desculpa tanto para escrever, quanto para justificar minha ausência. Tudo fruto de um pouco de reflexão a partir deste congresso, o 5º Encontro Brasileiro de Bibliometria e Cientometria. Os números não mentem, claro, mas podem falar umas coisas bem estranhas e a gente entender errado. Ou quem sabe seja mesmo tudo resultado de uma apropriação indevida de seus objetivos originais. É… no fundo é isso ai. Mas, vamos lá!

Fui para o evento e tive três dias bem empolgantes. Palestras super interessantes em uma sequência rara e com trocas de ideias de fertilizar todos os campos da mente. Mas mais para o final é que veio a situação que me levou a sentar aqui e me dedicar a escrever este texto. Meu Blog está MORTO!!! Ao menos na definição do trabalho “O Estado da Blogosfera Científica Brasileira” de FAUSTO et al. (2016). O trabalho apresentado na mesa que coordenei (Informetria e Webmetria / Altmetria) por uma das autoras (Nathai Teresa Moreno) escolheu o critério de um ano de inatividade como critério para “morte cerebral” do Blog e gerou o atestado de óbito para parte da blogosfera brasileira. Talvez numa tentativa vã de salvar-me, sugeri que se avaliasse estatisticamente a frequência de postagens e depois de umas médias e desvios padrão se chegasse à um critério menos arbitrário. Confesso entretanto que esta “respiração boca a boca” provavelmente faria apenas com que esta minha pobre página estivesse em uma mais profunda decomposição. A única chance era renascer das cinzas, e este texto é minha tentativa inicial.

Mas saindo um pouco do foco e indo na direção dos dados da blogosfera analisados pelo trabalho, vemos que as notícias não são lá muito boas. Depois de um crescimento exponencial de 2006 até 2010, a partir de 2013 se inicia uma queda no número de Blogs científicos ativos cadastrados no Anel de Blogs Científicos (ABC) (figura 1)

Número de blogs ativos em função do tempo. Fonte: ABC Retirado de: FAUSTO, S.; et al. O ESTADO DA BLOGOSFERA CIENTÍFICA BRASILEIRA In: ENCONTRO BRASILEIRO DE BIBLIOMETRIA E CIENTOMETRIA, 5., 2016, São Paulo. Anais... São Paulo: USP, 2016. p. A125

Número de blogs ativos em função do tempo. Fonte: ABC Retirado de: FAUSTO, S.; et al. O ESTADO DA BLOGOSFERA CIENTÍFICA BRASILEIRA In: ENCONTRO BRASILEIRO DE BIBLIOMETRIA E CIENTOMETRIA, 5., 2016, São Paulo. Anais… São Paulo: USP, 2016. p. A125

Uma justificativa levantada pela apresentadora foi de que isto seria resultante da popularização do Facebook e consequentemente da troca de mídia preferencial. Nas palavras dos autores “embora essas mídias não sejam incompatíveis (em geral blogueiros de ciência usam o Twitter e o Facebook para chamar atenção para o seu blog) certamente envolvem maior gasto de tempo pelo divulgador, ao ponto de o número de postagens em seu blog diminuir ou ainda chegar a termo, levando à extinção do mesmo.” (Fausto et al. 2016) Há outras conjecturas, como um amadurecimento da primeira geração de blogueiros e/ou uma nova geração mais engajada com as mídias sociais. O fato é que apesar de não se afirmar que se caminha em direção ao abismo, há uma tendência de baixa. Resta saber se os Blogs serão gradativamente substituídos por páginas no Facebook (que na prática poderiam ser entendidas como apenas um novo suporte em um agregador) e se dentro de algum tempo não veremos a migração das páginas para o já aventado Hello do Orkut. O futuro dirá!

P.S.: Tecnicamente, com este post, posso bradar “It´s alive!” como Dr. Frankenstein 🙂

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Tiro no pé das métricas

Um belo dia alguém resolve que vai querer mais dados sobre você. Afinal, você vem ao site dele e se é para acessar o conteúdo de graça, que te passe mais alguma coisa para o data-mining ficar mais interessante ainda. E lá vem o “Blá Blá Blá!” de que basta se cadastrar para ter acesso e tal. Bem, o tiro certo para se obter mais de quem vem pode ser o tiro no pé das métricas que se deseja coletar.

Assim foi que encarei a ideia do O Globo de solicitar minha inscrição. Nem vou falar agora do problema que é se inscrever com o Facebook para aqueles que se preocupam com sua privacidade (isto vale outro post). Uma dica rápida de uma colega foi o de apagar os cookies. Funcionou, o que demonstra que o sistema de controle era simples. Bastou isso para rapidamente pensar o obvio. Que tal abrir uma “janela anônima”? Pronto, o que seria “mais dados” virou “menos dados” e uma interferência nas métricas padrão de acesso ao site. Quem adotar esta medida vai aumentar o número de novas visitas (ao contrário das de retorno) a cada leitura de página. Triste resultado. O fato é que também passei a ler mais outros sites de jornal online (já fazia isso, mas às vezes as pessoas compartilham notícias do O Globo).

Concluo que para mim esta estratégia não é a ideal. Forçar o usuário pode dar certo na maioria dos casos, mas também pode trazer problemas. Definitivamente prefiro agora ser anônimo do que dar mais dados meus.

Obrigado, agora me de seus dados e se possível entre com seu Facebook... Ein?

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