webometria, cibermetria, altmetria...

estudos métricos da informação e muito mais

Categoria: nós da língua

Uma amostra de cirílico em letra cursiva

Para me formar em Biologia eu peguei Russo I na Letras pois valia 6 créditos. Eu sabia a letra de imprensa – era algo como o código secreto que meu avô me ensinou para ler as letrinhas nos livros de xadrez -, e me disseram que gastava-se de um a dois meses na questão do alfabeto. Eis que eu descubro que este tempo era por conta da letra cursiva. Agora vejam a imagem e sintam o drama… 🙂

Uma amostra de cirílico em letra cursiva

Uma amostra de cirílico em letra cursiva

Compartilhar, Enviar, Imprimir?Share on FacebookTweet about this on TwitterShare on Google+Share on LinkedInShare on RedditEmail this to someonePrint this page

Applets fáceis para todos os gostos (IFTTT e Zapier)

Sabe aquelas coisas que seriam muito mais fáceis se fossem automatizadas, mas você não sabe como fazer? Como guardar numa planilha do Google o que andam comentando no Twitter com uma hashtag, ou salvar no Dropbox as fotos que você curtir no Instagram. Para isso existem as páginas que oferecem Applets gratuitos.

O Applet é um pequeno programinha que faz uma ação específica. Pode ser dentro de um programa maior, ou mesmo em interface com um ou mais programas. No mundo onde a Web é a plataforma (uma dos pressupostos da Web 2.0 – gostemos ou não desta conceituação), basta que este pequeno software tenha as chaves certas para os devidos serviços web para a mágica acontecer.

O que eu tenho usado e gostado é o IFTTT (Acrônimo de If This Then That – em inglês o termo exato deste tipo de acrônimo é chamado de initialism, pois não se pronuncia como uma palavra). Ele funciona inclusive integrando serviços e apps do Android e do iOS. Já de funcionando apenas para sistemas “web based” temos também o Zapier, que tem 10x mais integrações que o IFTTT, o que significa que se você quer algo mais fora da caixa, certamente ele deve ser sua escola.

Zapier vs IFTTT

Zapier vs IFTTT

Até aqui tenho usado para poucas situações, mas já vi alguns casos em que o IFTTT foi de muita utilidade para algumas pessoas. Os sistemas são bem simples, mas têm como único inconveniente o fato de ser necessário confiar suas senhas para os serviços de que se deseja integar à um terceito (o IFTTT ou o Zapier). Isso obviamente levanda uma bandeirola de alerta de segurança, e neste caso, para algumas coisas, o melhor é criar uma conta separada da sua de uso contidiano para usar no seu projeto.

De resto, é explorar e se surpreender. Se você achou uma solução para um problema lá, ou um uso super legal, comente. Vou adorar saber. 🙂

 

 

Compartilhar, Enviar, Imprimir?Share on FacebookTweet about this on TwitterShare on Google+Share on LinkedInShare on RedditEmail this to someonePrint this page

Zero cópula. Não, não é sobre virgindade!

O amor é um verbo

O amor é um verbo

Ok, com este título certamente já ficou claro que o sentido de copula aqui é outro. É o de ligação. E quem mais para fazer a ligação do que o verbo, afinal no princípio era ele, não? Zero copula é o termo para um fenômeno que ocorre em alguns idiomas, de forma mais o menos intensa, no qual temos sujeito e predicado “unidos” sem o verbo. A intensidade vai desde a inexistência do verbo em si, até o seu uso opcional ou omissão apenas em casos de conversação mais informal.

O caso que citei em outro post (ser ou não ser, eis a questão em russo) ilustra esta situação, onde o verbo “byt” é normalmente omitido no presente, mas é usado regularmente em outros tempos verbais, bem como quando se fala um “pode ser/talvez” (mojet byt). Mas outros idiomas também compartilham este curioso fenômeno. O Ucraniano e o Bielo-Russo são próximos, não contam, mas temos também o Turco, Húngaro, Hebraico, Árabe e a língua de sinais americana (American Sigh Language). Já em outros idiomas isto pode ocorrer de forma muito pontual.

O interessante aqui é que aquilo que por vezes nos pareceria uma forma mais dura, sintética de falar, na realidade é em muitos casos apenas uma característica do idioma e um reflexo de sua evolução ao longo do tempo. Cabe a nós nos surpreender, mas ao mesmo tempo respeitar isto. Se no árabe você diz “Mohamed médico” para colocar que ele tem esta profissão, pode parecer algo como um filme dublado de faroeste onde os índios falam sem verbo, mas é assim que literalmente é dito neste idioma.

Apenas para reforçar (e mostrar que a dublagem não era tão ruim assim), certos idiomas de índios norte-americanos também apresentam situação similar ao da Zero Copula. Na verdade a Zero Copula propriamente dita ocorre com alguns idiomas de índios sul-americanos, sendo que no caso acima temos uma conjugação por afixo dos substantivos ou adjetivos, algo que também ocorre no coreano. Mas isto já é outro assunto e vai muito além do que andei lendo e pesquisando.

Para ver rapidamente com isto ocorre no russo leia “ser ou não ser, eis a questão em russo

Compartilhar, Enviar, Imprimir?Share on FacebookTweet about this on TwitterShare on Google+Share on LinkedInShare on RedditEmail this to someonePrint this page

Palavras heterossemânticas: ou quando você fala o que o outro não entende.

Uma vitrine na República Tcheca (foto tirada pelo meu irmão)

Uma vitrine na República Tcheca (foto tirada pelo meu irmão)

Todo mundo já passou por isso. Vem um estrangeiro, fala algumas palavras no seu idioma, você tenta se comunicar, mas ele acaba cometendo uma enorme gafe. Ou é você mesmo que está no exterior e pensando que sabe o que vai dizer acaba falando o que o outro não entende. Pior ainda, o que ele entende bem, mas é algo totalmente diferente do que você queria. Nestas horas não resta muito a fazer a não ser se desculpar e tentar aprender mais uma. Mas o mundo das línguas está cheio destas pequenas armadilhas, seja pela proximidade do idioma, seja pela distância entre eles.

O feitiço destas palavras pode vir de origem, ou ser resultado de uma convergência de sonoridade não proposital. Se forem palavras de origem comum, então estamos falando de cognatas, mesmo que o sentido tenha ao longo de sua evolução, nos diferentes idiomas, chegado a significados diferentes. Mais precisamente, neste caso, temos o que chamamos de cognatos enganosos. Já se a origem é distinta, e a grafia similar induz ao erro, temos os chamados falsos cognatos, mesmo quando o significado é o mesmo.

Um exemplo interessante de falso cognato é o do verbo “habere” em Latim que parece ser cognato do verbo alemão “haben”, ambos com o significado de “ter”. Enquanto o primeiro vem de “dar/receber” o segundo vem de “pegar”. Por outro lado, nós costumamos aqui no Brasil a usar o termo “falso cognato” para palavras similares em diferentes idiomas, mas com significados distintos, o que é errado. Para todos os efeitos, o melhor termo para as diversas situações onde apenas queremos dizer que seja qual for a origem da palavra ela “parece mas não é”, o melhor é chama-las de heterossemânticas (ou seja, com significados distintos).

São palavras que nos enganam e fazem pensar que significam outra coisa. O tamanho da confusão vai depender do nosso idioma nativo e o outro no qual desejamos nos expressar. A confusão ocorre nos dois sentidos, mas a gafe pode ser muito maior em um dos casos. Um termo corriqueiro nosso pode ser um palavrão em outro idioma, que, por conseguinte, disfarça a má palavra em coisa que todos podem dizer na sala de jantar. 🙂

Todos nos brasileiros sempre lembramos de alguma situação com o espanhol, onde “ligación” significa o ato sexual, “saco” um casaco, “invertido” homossexual, dentre outros. Confesso que uma vez pedi de um telefone público no México “una ligacion de cobro invertido” jurando que estava pedindo uma chamada a cobrar. 🙂 Polidamente a telefonista me informou que a telefônica de lá não fazia “ligacion” e que invertido tinha outro significado naquelas bandas. Foi para mim um momento “raro” que significa estranho em espanhol, ao contrário de “exquisito” que por melhor que seja para eles a nós soa como muito estranho. 🙂

Já no italiano temos inúmeros casos. Dos mais singelos como “lei” que significa ela até “macchiare” (manchar) e pulizia (limpeza). Ou como dizia um amigo meu:

          A Itália é um país muito cordial. É o único lugar do mundo onde você pode falar para um garçom “Prego, bisogno burro!” e o cara gentilmente te traz uma manteguinha.

O principal é ficar atento, e não partir da premissa de que basta dar um “tapa” no seu idioma que ele se torna outro. Todo o cuidado é pouco e não custa ao menos dar aquela entonação de dúvida ao falar alguma palavra que não se tem certeza do significado. Se você se lembra de algum exemplo engraçado ou tem uma situação para contar, deixe seu comentário. Certamente eu aprenderei mais uma!

Em tempo, Bunda em tcheco é Jaqueta e estava em promoção na foto da vitrine acima.

Compartilhar, Enviar, Imprimir?Share on FacebookTweet about this on TwitterShare on Google+Share on LinkedInShare on RedditEmail this to someonePrint this page

Koshik, um elefante que “fala” coreano?

Elefante Asiático

Elefante Asiático com a ponta da tromba na língua. fonte: Stoeger et al. (2012)

Uma vez tentei aprender um pouco de coreano. Uma língua curiosa em tudo, com um alfabeto inventado (o hangul) sob encomenda no século XV, e que usa caracteres chineses também (como o japonês). No hagul os caracteres são formados por uma aglutinação dos símbolos das vogais e consoantes o que faz um leigo pensar que se trata de um ideograma. Apesar de ter alguma proximidade sonora com o japonês, não tem nada a ver com ele e muito menos com o mandarim, que é uma língua tonal. Normalmente os linguistas o colocam com idioma isolado, ou quando muito junto com as línguas altaicas.

Sua sonoridade não é das mais difíceis, para mim me pareceu razoável aprender um pouco. Diria que um papagaio também não teria dificuldade, mas um elefante? Pode parecer impossível, mas incrivelmente foi encontrado no zoológico Samsung Everland na Coreia do Sul (ah… estes pobres animais de cativeiro) um elefante asiático (Elephas maximus) que “falaria” palavras em coreano. Koshik, o elefante, falaria cinco palavras no idioma segundo seus treinadores: ‘annyong’ (‘olá’), ‘anja’ (‘sente-se’), ‘aniya’ (‘não’), ‘nuo’ (‘deite-se’) e ‘choah’(‘bom’). Outra curiosidade é a forma como ele faz isto. O aparelho fonador dos elefantes não permitiria imitar os sons da fala humana, mas colocando a ponta de sua tromba na língua ele consegue modificar os sons produzidos e como num assobio “falar” coreano.

As explicações para esta habilidade adquirida ficam no convívio por cerca de cinco anos apenas com humanos, os tratadores que falam, obviamente, coreano. 🙂 Para testar se os sons que ele produzia eram realmente compreensíveis, Stoeger et al. (2012) fizeram testes apresentando a 47 gravações de suas “falas” para que 16 coreanos ouvissem e escrevessem o que entenderam. Sua pronuncia de vogais foi bem reconhecida, mas Koshik ainda tem que melhorar nas consoantes, e isto você não vai ver nas notícias de jornal. 🙂 Dos cinco sons que os treinadores dizem serem produzidos por Koshik, apenas o primeiro (annyong) foi espontaneamente reconhecido em 56% dos casos pelos ouvintes. Os resultados baixam para 44% para ‘aniya’, 31% para ‘nuo’ e 15% para ‘anja’. Já para ‘choah’(‘bom’) houve mais confusão do que entendimento, tendo sido transcrito mais frequentemente como ‘boah’(‘olhe’) e ‘moa’(‘pegue’).

Mas segundo os autores este caso, apesar de raro por se tratar de um mamífero, não é exclusivo. Uma foca (Phoca vitulina) chamada Hoover “falava” frases simples em inglês após ter sido criada por um pescador do estado do Maine nos EUA. Uma beluga macho adulta (Delphinapterus leucas) “falava” seu nome ‘Logosi’, e por último, há rumores de um outro macho de Elefante Asiático (Elephas maximus) do zoológico do Cazaquistão que teria sido capaz de “falar” Russo e Cazaque (este eu queria ouvir!).

O incrível também foi perceber que a notícia foi dada de forma simplista na qual os jornais afirmam que Koshik “fala” as tais cinco palavras, sem ponderar que sua imitação é bastante limitada. De fato que é surpreendente para um elefante e mesmo não sendo uma pronúncia perfeita, o fato é que Koshik fala mais coreano do que eu. O pouco que eu aprendi, como não tenho memória de elefante, já esqueci por completo. 🙂

ResearchBlogging.orgStoeger, A., Mietchen, D., Oh, S., de Silva, S., Herbst, C., Kwon, S., & Fitch, W. (2012). An Asian Elephant Imitates Human Speech Current Biology, 22 (22) DOI: 10.1016/j.cub.2012.09.022

Compartilhar, Enviar, Imprimir?Share on FacebookTweet about this on TwitterShare on Google+Share on LinkedInShare on RedditEmail this to someonePrint this page

Plurais metafônicos – quando um plural tem um timbre nada singular

Como se pronuncia o plural de tijolo?

Como se pronuncia o plural de tijolo?

Sabe aquela palavra que você conhece direitinho como se pronuncia? Aquela que com toda a sua forma “singular” nunca lhe causou desconforto diante dos outros ao usá-la? Bem, se não for uma, mas duas ou mais da mesma, seu plural pode lhe pregar uma peça! De um som fechado, tenor, circunflexo, pode sair um plural aberto, soprano, agudo e surpreendente. Mas não são todos os substantivos que têm esta essência de mudança que quando vão ao dobro ou mais além se expressam num alegre florescer. 🙂

Curiosamente isto só ocorre com os certos substantivos masculinos, e nem todos se mantiveram com o tempo. Dizem que no Brasil a metafonia não faz muito sucesso e que a nossa tendência é manter o mesmo timbre para o plural. Erro comum de pronúncia – eu mesmo fui corrigido outro dia – é daquelas coisas que ou aprendemos e temos na cabeça ou… oops, erramos. Mas apesar de parecer algo a ser decorado, palavra a palavra, algumas regrinhas podem salvar você (se lembrar das regras, claro!). Particularmente penso que é mais fácil guardar as palavras que mais usamos e deixar as regras para a hora do sufoco, com uma natural correção a seguir, se erramos, o que de fato ninguém está livre. Seguem as regras, não tão simples, e é claro, com suas exceções. E daqui em diante, atentem que os acentos com as letras em maiúsculas são apenas para referência da pronúncia, ok?

O timbre é sempre fechado para os casos onde existe uma consoante nasal (n ou m)

colÔno => colÔnos

pÔmo => pÔmos

mÔço => mÔços

Quando há feminino para o substantivo, o plural do masculino terá o timbre do singular feminino (mulheres, nem sempre vocês perdem no português!)*

Ôco – Ôca => Ôcos

nÔvo – nÓva => nÓvos

pÔrco – pÓrca => pÓrcos

Uma exceção é no caso de sÔgro que apesar do feminino sÓgra tem o plural seguindo o patriarca, dai… sÔgros. 🙁

* ok, o caso do “sogro” demonstra que realmente o português não é justo com vocês!

Se tudo mais falhar, mas ainda estivermos com um substantivo masculino, a tendência é que o timbre seja aberto no plural, mas tens que consultar uma lista para saber. Uma dica é que se ele termina em “porto” ou “oso” certamente é metafônico.

pÔrto => pÓrtos

Ôsso => Óssos

despÔrto => despÓrtos

fÔgo => fÓgos

Ôlho => Ólhos

fÔrno => fÓrnos

Já para os substantivos femininos é fácil, não há metafonia, e ponto final.

bÔlha => bÔlhas

fÔlha =>; fÔlhas

mÓda => mÓdas

Mas ainda temos que ter algum cuidado com isto. Diferenças existem no português falado pelo mundo e a metafonia no plural tem suas peculiaridades regionais. Em todo caso, segue um vídeo ilustrativo para aprender um pouco mais da língua portuguesa. 😉

Compartilhar, Enviar, Imprimir?Share on FacebookTweet about this on TwitterShare on Google+Share on LinkedInShare on RedditEmail this to someonePrint this page

Ser ou não ser, eis a questão em russo

Boris Nicoláievitch Iéltsin feliz depois de umas vodkas

Boris Nicoláievitch Iéltsin feliz depois de umas vodkas

Ser ou não ser, eis a questão. E neste momento todos estão pensando em um homem (Hamlet, de preferência) segurando uma caveira. Mas não, nada disso! Esta cena não tem este texto, mas o título com esta famosa frase da obra de Shakespeare vai nos servir aqui para debater uma curiosidade linguística.

A frase, fácil de se dizer quando o verbo “ser” existe, pode ser um problema quando não se tem esta opção em sua língua nativa. Assim é o russo, um idioma cujo verbo ser “não existe” no presente e onde se diz “eu russo” (ia russkii – desculpem-me nada de caracteres em cirílico ainda) ao invés de “eu sou russo”. Sempre fiquei curioso sobre como diversas questões se resolviam sem este verbo presente. Em um idioma que tem vários modos é surpreendente que não tenhamos um verbo que nos soa tão lógico e necessário à comunicação.

Segundo encontrei pesquisando, o verbo ser no tempo presente era usado no passado 🙂 até o século 19, os textos de Dostoyevsky estão ai para provar, mas hoje em dia este se aplica somente para dar um tom arcaico ao russo. Para piorar as coisas, a terceira pessoa do singular do verbo ser é um hófono do verbo comer. Logicamente isto devia dar muita dor de cabeça e confusão. Quem sabe este não foi o motivo para a “copula” (ligação feita pelo verbo) ter caído? Insinuações e interpretações maldosas eu deixo para vocês.

De uma maneira geral podemos dizer que em russo se fala tudo de maneira mais direta. Ponto para eles! Lembro-me que uma vez li uma resposta em um Blog de um russo que definia que eles são “intensos”. Assim justificava que se no passado foram socialistas até o último fio de cabelo, agora eram capitalistas de carteirinha :-). Assim, esta intensidade se está logicamente refletida no idioma. Nada de gerundismos e outras aberrações linguísticas que ouvimos todos os dias pelo telemarketing. Ninguém vai “estar fazendo” nada na Rússia. La se FAZ, e ponto final! A coisa chega a um ponto que segundo o texto que indico abaixo ninguém diz que está com sede (a palavra nem existe para eles) se diz “eu quero beber”. Ninguém “está andando” na Rússia, as pessoas andam (ele anda é “on idiot”, o que justifica também o fascínio dos russos por carros :-)). Outras situações onde o verbo “ser” não é usado derivam do modo predicativo que assume que o mesmo está incluso na declinação da palavra. Na falta do verbo explicitamente colocado o mesmo é o verbo “ser”, simples assim. E assim vai; não se diz “Está frio”, apenas “frio”, e nem mesmo “eu estou com frio”, apenas “eu frio”. Em alguns momentos parece que estamos lendo ou falando com o Yoda, mas com o tempo tudo faz sentido.

Para uma leitura interessante sobre a questão do verbo “ser” em russo, dê um pulo em http://www.yearlyglot.com/2010/03/to-be-or-not-to-be-in-russian/.

E para uma continuação breve sobre “línguas sem verbos” veja meu outro post sobre Zero Copula (não, não é sobre virgindade)

Ator interpretando Hamlet. Ser ou não ser não é a questão neste momento.

Ator interpretando Hamlet. Ser ou não ser não é a questão neste momento.

Compartilhar, Enviar, Imprimir?Share on FacebookTweet about this on TwitterShare on Google+Share on LinkedInShare on RedditEmail this to someonePrint this page

Desenvolvido em WordPress & Tema por Anders Norén