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Categoria: privacidade

A Revolução não será centralizada

Li em um dos fóruns que acompanho sobre Blockchain um texto onde o autor faz um paralelo dos eventos de 2013 e da greve dos caminhoneiros com as mudanças promovidas por esta tecnologia. A partir deste ensaio, derivei alguns pensamentos que dialogam com isso.

O modelo de gestão centralizado e hierárquico está em crise. Nos dois casos, tanto Dilma como Temer buscavam representantes dos movimentos e uma pauta clara, mas não havia isso. Os nós eram espalhados com influências em rede, os “cut-points” não eram facilmente identificados, as revindicações eram de todo o tipo e representavam micro interesses destes grupos insatisfeitos com as regras de consenso estabelecidas.

Neste cenário, o papel do estado passa a ser o de tentar propor “regras de negócios” que agradem o suficiente para que o funcionamento da rede de relações que mantém um país em curso seja aceito pelos diversos atores (nós) numa espécie de consenso. Sem isso, a cadeia se rompe, e não há mais transações ocorrendo. O colapso ocorre em sequência enquanto o valor e as regras não seja restabelecido de forma adequada.

O mais importante de se compreender disso é que o poder está sofrendo por conta das TICs, e de modo concreto pelo poder de mobilização das mídias sociais e aplicativos de mensagem instantânea, um processo de mudança de paradigma e movendo da representatividade em árvore para a total descentralização.

É preciso estabelecer um novo pacto e modelo de gestão democrática. Caso contrário. manter-se-a o forte investimento dos Estados (como já vem ocorrendo daqui e dali) na tentativa de controle ou uso destas novas mídias – que tomam o lugar de hegemonia da televisão, adequada ao modelo anterior de um para muitos – ou teremos que amargar o caos antes de se renascer provavelmente dentro de estruturas com líderes messiânicos.

A revolução não será centralizada… e estará por toda a parte.

Em tempo, o texto que me inspirou foi escrito por Vinícius Córdova. Segue o link para o texto dele: https://www.facebook.com/permalink.php?story_fbid=915917585236709&id=100004554279878 . É um pouco mais técnico.

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O quão privado é o mundo da Internet?

Muito se fala da privacidade na Internet e do quanto podemos ser anônimos dentro dela. A fantasia Hacker apresenta um mundo no qual tudo pode ser feito, para o bem ou para o mal, e que não existem rastros disso. Mas a Internet não é a floresta de João e Maria, onde apenas se você ativamente deixar as migalhas de pão terás o caminho marcado. Nem é o labirinto do Minotauro onde sem seu novelo o navegante Teseu não sairia jamais.

Não existe no mundo local onde tudo é mais registrado do que na Internet. Cada conexão, cada envio de e-mail, senha ou mesmo um olá no MSN passa em algum momento por um processo de registro de comunicação, que efêmero ou não, caracteriza a necessidade de se entregar algo em algum lugar para alguém. De certo que algumas coisas tem uma persistência e registro maior, como as transações entre servidores, enquanto outras necessitam de monitoramento ativo para acompanhamento. Ao mesmo tempo, a criptografia dos dados serve de proteção para o que estamos intercambiando, fazendo com que apenas no caso de um desejo de monitoramento específico você tenha realmente a oportunidade de saber o que se passa. De toda forma, temos que estar cientes de que o que torna o que fazemos e as informações que trocamos em teoria protegidas dos curiosos é o imenso volume de dados seguidamente trocados todos os dias.

Mas vamos aqui ao que interessa para nós, pessoas interessadas nas métricas da rede das redes, que querem ter dados globais de monitoramento que auxiliem em decisões e melhorias nos nossos sites e ao mesmo tempo que sirva para podermos saber mais sobre a Web em si. Cada vez que você pede algo, uma página HTML ou um arquivo PDF, para um servidor Web um registro é feito em um arquivo de Log. Lá serão armazenados dados fundamentais para que o que você pediu chegue para você, e assim, com um software específico para análise deste arquivo, você tem estatísticas gerais de acesso ao seu servidor. Para ter mais informações e um tratamento diferenciado quanto à origem de seus visitantes é necessário rodar alguma coisa na página para que mais dados sejam passados. Este código que pode ser incluído para ser rodado em todas as páginas chama-se Page Tagging e tem no Google Analytics o principal sistema de análise destes dados.

No Google Analytics você pode saber de onde veio seu visitante, que navegador ele usou, com que resolução, quanto tempo ele ficou no seu site e quantas páginas ele acessou, dentre outras informações relevantes. Vale o trabalho, mínimo por sinal, de instalar ele no seu site. E só para você saber, você que está lendo esta página está sendo monitorado. 😉 Afinal, eu preciso das estatísticas de acesso aqui também.

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