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Categoria: regulamentação

A Revolução não será centralizada

Li em um dos fóruns que acompanho sobre Blockchain um texto onde o autor faz um paralelo dos eventos de 2013 e da greve dos caminhoneiros com as mudanças promovidas por esta tecnologia. A partir deste ensaio, derivei alguns pensamentos que dialogam com isso.

O modelo de gestão centralizado e hierárquico está em crise. Nos dois casos, tanto Dilma como Temer buscavam representantes dos movimentos e uma pauta clara, mas não havia isso. Os nós eram espalhados com influências em rede, os “cut-points” não eram facilmente identificados, as revindicações eram de todo o tipo e representavam micro interesses destes grupos insatisfeitos com as regras de consenso estabelecidas.

Neste cenário, o papel do estado passa a ser o de tentar propor “regras de negócios” que agradem o suficiente para que o funcionamento da rede de relações que mantém um país em curso seja aceito pelos diversos atores (nós) numa espécie de consenso. Sem isso, a cadeia se rompe, e não há mais transações ocorrendo. O colapso ocorre em sequência enquanto o valor e as regras não seja restabelecido de forma adequada.

O mais importante de se compreender disso é que o poder está sofrendo por conta das TICs, e de modo concreto pelo poder de mobilização das mídias sociais e aplicativos de mensagem instantânea, um processo de mudança de paradigma e movendo da representatividade em árvore para a total descentralização.

É preciso estabelecer um novo pacto e modelo de gestão democrática. Caso contrário. manter-se-a o forte investimento dos Estados (como já vem ocorrendo daqui e dali) na tentativa de controle ou uso destas novas mídias – que tomam o lugar de hegemonia da televisão, adequada ao modelo anterior de um para muitos – ou teremos que amargar o caos antes de se renascer provavelmente dentro de estruturas com líderes messiânicos.

A revolução não será centralizada… e estará por toda a parte.

Em tempo, o texto que me inspirou foi escrito por Vinícius Córdova. Segue o link para o texto dele: https://www.facebook.com/permalink.php?story_fbid=915917585236709&id=100004554279878 . É um pouco mais técnico.

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Se persistitirem os sintomas… Novas regras da Anvisa para propaganda de medicamentos

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária do Brasil lançou novas regras para as propagandas de medicamentos que entram em vigor a partir do dia 17 de junho de 2009. No conjunto, são regras que demoraram a chegar, mas ao mesmo tempo enfim chegaram. Não que ainda não esteja faltando muito para que tenhamos um processo verdadeiramente responsável na divulgação de diferentes produtos, e que a pequena liberdade de se propagandear o uso de determinado medicamento não seja na verdade uma forma de manter os laboratórios interessados no mercado brasileiro. Mas certamente estamos diante de um avanço considerável neste cenário da regulamentação de propaganda no país.

Apresentações em propaganda que estimulam no final das contas a automedicação e mais ainda o uso incorreto do medicamento não são infreqüentes. Isto chama a atenção para a falta de estudo prévio dos produtores da propaganda quanto ao produto que estão querendo vender. Para os interessados, a íntegra da resolução pode ser acessada em:
http://e-legis.anvisa.gov.br/leisref/public/showAct.php?mode=PRINT_VERSION&id=35664

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