Se a Web fosse uma rede fixa, estruturada de forma pouco dinâmica, ela certamente não seria “A Web”. É por este dinamismo que ela cresce e se desenvolve e nos traz surpresas a cada dia que à usamos. Mas mapear e indexar para navegar por estar rede viva e fluida não é algo tão simples assim. Requer um investimento de tempo computacional e algoritmos especializados para  que esta cartografia auxilie todos nós.

Nos primórdios isto já foi diferente. Os primeiros catálogos tentavam dar conta disso com avaliações e ordenações feitas por humanos em um trabalho humanamente impossível de se finalizar. Depois veio a fé nos meta-dados, que trouxe o apogeu do AltaVista e mecanismos de busca com princípios similares. Mas se temos conteúdo gerado por pessoas e interesses por trás das visitas, algo daria errado, mais cedo ou mais tarde.

E eis que surge a ideia brilhante de se partir da rede para ordenar a rede. Da ordem espontânea para a classificação por algoritmos. Se os “links” mantêm a Web viva eles também servem de fonte para se mapear e classificar a própria Web. Nascia o Google com o seu Page Rank e a era dos meta-dados entrava em declínio de fato.

Hoje, mais e mais dados são usados para se tentar otimizar os resultados dos buscadores. Se antes a rede de links era tudo, agora ela é apenas uma parte, já que os usuários e a personalização dos resultados cada vez mais entra em cena. Otimização de resultados, trafego direcionado, conteúdo de qualidade, quanto melhor for a experiência do usuário melhor.

A Web está cada dia mais viva, não só pelos “links” mas por tudo o que fazemos e o tanto que interagimos e somos monitorados quando estamos nela. E a questão hoje é mais o quanto os mecanismos de buscas (Google, Bing e outros) sabem do mundo e de nós mesmos. Mas isto já é outro assunto para se buscar. 😉

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